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Segurança alimentar está preservada

O director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Dinis Pedro Pacavira, assegurou que o panorama geral da província em termos de segurança alimentar é de inteira confiança, isto porque os camponeses produziram bastante, sobretudo aqueles localizados em zonas livres das inundações.

O director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, Dinis Pedro Pacavira, assegurou que o panorama geral da província em termos de segurança alimentar é de inteira confiança, isto porque os camponeses produziram bastante, sobretudo aqueles localizados em zonas livres das inundações. “Nessas zonas, a Ombadja, a Cahama e o Cuvelai, prevemos boas colheitas e com alguns excedentes que poderão acudir as populações das áreas que sofreram com as inundações”, destacou o director da Agricultura.
Dinis Pacavira admitiu que em alguns pontos da província, a par das cheias, houve o problema do prolongamento das chuvas até Abril, o que não tem sido normal, tendo prejudicado os produtos nas lavras, uma vez que já haviam atingido a maturação. Mas, continuou, são casos isolados que não afectam a segurança alimentar da província no seu todo.
 
Incentivos à produção

O director da Agricultura do Cunene disse que o governo da província projectou para a campanha 2010/2011 um programa de apoio ao sector camponês, que consistiu no fornecimento de várias quantidades de insumos agrícolas e ferramentas para o fomento da produção de cereais.
No total foram distribuídas cerca de 700 charruas, igual número de correntes, 30 toneladas de sementes de massango, iguais quantidades de massambala e de batata rena e cinco toneladas de milho. A agricultura trabalhou também três campos de ensaio para a introdução da cultura da mandioca. Segundo Dinis Pacavira, na presente campanha agrícola participaram mais de 90 mil famílias camponesas em toda a província.
Salientou que a Agricultura tem levado a cabo um trabalho de sensibilização às famílias no sentido de estas aumentarem as suas áreas de cultivo. “Vemos hoje que os campos de produção das famílias variam de dois a três hectares e que as colheitas nunca passam dos 450 quilogramas por hectare, o que muitas das vezes não é suficiente para assegurar alimentos para os membros até a colheita seguinte”.
As autoridades aconselham as famílias a aumentarem os campos de produção para pelo menos cinco hectares para que os resultados a obter consigam chegar quer para a sua alimentação quer para que a outra parte seja reservada para o mercado. Outro incentivo que tem sido dado é no sentido de os camponeses se juntarem em cooperativas agrícolas, para possibilitar que o apoio do governo seja mais abrangente e efectivo.
“É mais difícil dar uma catana aqui, uma enxada acolá, do que juntar as pessoas em cooperativa e duma só vez o governo poder apoiar com os meios necessário”, sustentou, destacando que uma vez organizados o executivo pode apoiar na preparação das terras e ate com o fornecimento de tractores.
 
Vacinação de gado
 
Sendo o gado bovino a principal riqueza da população da província do Cunene, com um efectivo de mais de um milhão de cabeças, tem sido uma constante preocupação das autoridades promover campanhas de vacinação periódicas para prevenir o ataque das doenças animais.
As campanhas acontecem todos os anos no período de três meses. A profilaxia tem sido contra a peripneumonia contagiosa, a dermatite nodular, o carbúnculo hemático e o carbúnculo sintomático. Este ano a actividade teve início em Fevereiro e vai decorrer durante mais duas semanas, porque sofreu uma interrupção causada pelas cheias.
As inundações isolaram varias zonas e mangas de vacinação - justifica. Desde o início da campanha foram vacinados até aqui 372.065 cabeças de gado bovino e 5.755 canídeos, estes últimos também parte do programa, quando a meta é atingir até ao final perto de 600 mil cabeças, isto em função do número de vacinas disponíveis.
Neste desafio, o município de Ombadja foi o que mais vacinou até aqui, com 163.257 bovinos, a seguir vem o Kwanhama com 78.650, Cahama com 75.985, Curoca com 40.173 e Namacunde com 14.000, ao passo que o Cuvelai até agora não vacinou.
Garantiu que agora já existem condições de chegar em todas as mangas de vacinação, o que vai permitir imunizar todo o efectivo que aí aparecer. As autoridades tradicionais têm sido envolvidas na sensibilização dos criadores para que levem o gado às mangas.

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