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Sinal da Rádio Nacional de Angola em todas as localidades da província

Adelaide Mualimusi | Ondjiva

Uma torre de 120 metros de altura destinada a suportar os emissores da Rádio Nacional de Angola no Cunene está a ser erguida na cidade de Ondjiva, com o objectivo de melhorar o sinal de rádio em toda a extensão da província.

Uma torre de 120 metros de altura destinada a suportar os emissores da Rádio Nacional de Angola no Cunene está a ser erguida na cidade de Ondjiva, com o objectivo de melhorar o sinal de rádio em toda a extensão da província.
Nesta altura, está concluída a construção da base de betão, enquanto que o material para a estrutura metálica proveniente da capital do país está a ser concentrado aos poucos.
Logo que for concluída, a torre vai ser revestida de suporte técnico que permitirá levar o sinal da rádio além dos quatro cantos da província e com maior qualidade.
Actualmente o sinal tem um raio de acção não superior a 100 quilómetros, o que faz com que as populações dos municípios do Kuvelai, Cahama, Ombadja e Kuroca fiquem privadas de ouvirem os noticiários da emissão local. O director da RNA-Cunene, Conceição Bartolomeu, disse segunda-feira que a implantação da nova antena vai criar condições para a instalação de repetidores para aquelas áreas onde o sinal ainda chega com dificuldades.
O responsável disse que actualmente os programas estão distribuídos por três turnos, sendo o da manhã “Cunene na rádio”, da tarde “Geração viva”, e da noite “Boa noite Cunene”. Os mesmos abordam aspectos ligados ao dia-a-dia da sociedade.
Existe também o espaço de línguas nacionais, que é o “Pinduqueni”, que vai ao ar durante a madruga. Este é dos programas mais ouvidos a nível da província, daí ter sido premiado como o melhor programa nacional de línguas nacionais.
Conceição Bartolomeu afirmou que a emissora enfrenta algumas dificuldades, sobretudo no que toca a formação técnica e profissional do pessoal, numa altura em que as condições de trabalho melhoraram consideravelmente.
Há quatro anos, o sinal de transmissão era péssimo, a emissora não possuía casa própria, assim como faltavam meios de transporte para deslocar as equipas de reportagem aos municípios. “Hoje é diferente, já temos equipamento digital, que nos permitem realizar trabalho com melhor qualidade”, sublinhou.
A emissora provincial no Cunene conta com 48 funcionários, 11 dos quais são jornalistas.

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