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Telecomunicações usam a fibra óptica

Paulino Capusso e Domingos Calucipa| Ondjiva

As três principais operadoras de telecomunicações que operam no Cunene, concretamente a Angola Telecom, Movicel e Unitel, estão a desenvolver um projecto de instalação de fibra óptica em alguns municípios da província.
Nesta altura, a principal actividade está direccionada para a colocação de mais antenas, para melhorar o sinal de voz e imagem, sobretudo na zona fronteiriça com a República da Namíbia.

População defende aumento de serviços de Internet a nível da província
Fotografia: JA

As três principais operadoras de telecomunicações que operam no Cunene, concretamente a Angola Telecom, Movicel e Unitel, estão a desenvolver um projecto de instalação de fibra óptica em alguns municípios da província.
Nesta altura, a principal actividade está direccionada para a colocação de mais antenas, para melhorar o sinal de voz e imagem, sobretudo na zona fronteiriça com a República da Namíbia.
Devido à sua posição geográfica, o Cunene encontra-se entre as regiões de maior atracção económica do país, o que leva as empresas de telecomunicações a redobrem esforços para atender as empresas públicas e privadas sedeadas na região.
Entretanto, a falta de serviços de Internet está a criar sérias dificuldades aos estudantes do ensino superior e a muitos pesquisadores do Cunene, constatou o Jornal de Angola na cidade de Ondjiva.
Em plena era da globalização, nestas paragens, consultar um sítio na Internet é ainda uma miragem, por falta de centros que ofereçam tais serviços.
Alunos dos ensinos secundário e superior são vistos todos os dias a baterem à porta de pessoas singulares procurando por Internet para consultas e investigarem matérias do programa curricular.
Ao único centro existente na cidade de Ondjiva, denominado "Centro Comunitário de Internet", afluem todos os dias dezenas de alunos e professores, que disputam seis computadores instalados num espaço de quatro metros quadrados.
Domingos Francisco, estudante da 13ª classe do curso de matemática/física do Instituto Médio Politécnico de Ondjiva estava entre os cerca de 20 alunos presentes, do lado de fora do centro, a aguardar a sua vez. O jovem tencionava investigar o tema "A importância da língua no ensino da matemática", mas há mais de duas horas que não conseguia ocupar um computador, porque tinha que obedecer à ordem de chegada.
O tema foi dado ao seu grupo pelo professor e tinha que ser apresentado dia seguinte de manhã, ao primeiro tempo. Na mesma ânsia estava a professora Fausta Elavoco, de Biologia. Esta precisava pesquisar matéria sobre anatomia para uma aula que tinha de dar na parte da tarde, mas devido a outros compromissos "quebrou" a paciência.
Para piorar a situação, o centro apenas trabalha de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 17h00, o que leva os internautas a solicitarem a abertura de mais sítios com Internet para satisfazerem a procura.
Isabel Manuel, a jovem que atende no centro, disse que a procura tem crescido muito nos últimos tempos, principalmente por parte dos estudantes.
O Centro Comunitário de Internet existe há seis anos e foi criado pelo governo da província para servir a comunidade estudantil e para a superação dos quadros locais em matéria de informática.
O espaço dispõe de duas salas com seis computadores cada, sendo uma para aulas de informática e outra para navegar na Internet.

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