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Via entre Mupa e Cuvelai em obras de reabilitação

Domingos Calucipa| Mupa

O troço rodoviário que liga a comuna da Mupa à sede municipal do Cuvelai, no Cunene, está a receber um novo asfalto, no quadro do programa do governo de melhoria das condições da circulação entre a cidade capital e a zona norte da província.

Obras de recuperação da via do Cuvelai
Fotografia: Domingos Calucipa

O troço rodoviário que liga a comuna da Mupa à sede municipal do Cuvelai, no Cunene, está a receber um novo asfalto, no quadro do programa do governo de melhoria das condições da circulação entre a cidade capital e a zona norte da província.
A obra, de 86 quilómetros, faz parte do projecto de reabilitação da estrada nº 120, que liga a cidade de Ondjiva à sede do município do Cuvelai, com um percurso de 166 quilómetros repartidos por duas empresas.
A intervenção no troço, que parte da localidade de Omala, segundo o encarregado de obras, Sidónio Sousa, teve início no princípio do ano, com trabalhos de limpeza, construção de passagens hidráulicas, terraplanagem e enchimento da base e da sub-base.
Neste momento, estão asfaltados perto de sete quilómetros e os trabalhos avançam a todo o vapor em direcção ao Cuvelai.
Sem revelar o valor do investimento, Sidónio Sousa assegurou que a obra tem a duração de dois anos e emprega dezenas de jovens da província.
Um outro troço, de 80 quilómetros, que liga a cidade de Ondjiva e a localidade de Omala, passando pela sede comunal do Evale, está adjudicado a uma empresa local, a OOS, que já leva mais de seis anos sem apresentar trabalho. No terreno, os trabalhos há muito que estão paralisados e a degradação da via tem estado a criar sérias dificuldades aos automobilistas.
A administradora comunal do Evale, Celeste Muhala, disse que a empresa já terraplenou alguns quilómetros do troço e, depois, os trabalhos pararam. A situação agrava-se no período das chuvas, quando a lama e as ravinas impedem a normal circulação das viaturas.
“O pior está para chegar, uma vez que as chuvas complicam tudo. Os transportes públicos deixam de circular porque não conseguem transpor as dificuldades da via e a população anda quilómetros a pé, às vezes, só com o apoio de helicópteros”, adiantou Celeste Muhala.

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