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Vias degradadas travam turismo

Elautério Silipuleni| Ruacana

O mau estado das vias de acesso e o fraco poder financeiro dos investidores privados constituem factores impeditivos para a exploração rentável dos recursos turísticos do Ruacana, no município de Curoca, província do Cunene.

A região do Ruacaná tem potencialidades
Fotografia: Lourenço Bule

O Jornal de Angola constatou que o município do Curoca, principalmente a zona fronteiriça do Ruacana, é rica em recursos turísticos, que bem explorados podem dinamizar o sector e diversificar a economia nacional.
As quedas de águas do rio Cunene, na fronteira com a Namíbia, a barragem hidroeléctrica do Ruacana, a montanha da pedra branca, as ilhas de Ruacana e as grutas do Curoca são pontos turísticos do município que aguardam por exploração.
Para permitir a exploração dos recursos e pontos turísticos de Ruacana, as autoridades administrativas e tradicionais afirmam que é necessária a melhoria das vias de acesso, para permitir o seu aproveitamento e garantir mais receitas.
“Têm aparecido turistas, tanto nacionais como estrangeiros, que procuram conhecer o funcionamento da barragem e das quedas de água de Ruacana e outros pontos, mas há necessidade de se tornar aqueles lugares mais atractivos, de modo a convidar mais”, disse o administrador da povoação de Ruacana, Fernando Hifilenha.
A província, acrescentou, precisa de estabelecer políticas para o desenvolvimento do sector turístico, especialmente os pontos turísticos de Ruacana, por se tratar de uma povoação fronteiriça que tem servido como um cartão postal para muitos estrangeiros.
Segundo Fernando Hifilenha, torna-se imperiosa a reabilitação e construção de novos atractivos nos locais turísticos, assim como as vias de acesso a esses espaços.
Na óptica de Fernando Hifilenha, o Ruacana possui áreas que permitem desenvolver todo o tipo de actividades no sector do turismo, com particular realce para as áreas de lazer e de negócio. O administrador convida, nesse sentido, a classe empresarial do ramo a concorrer à exploração dos sítios já localizados no Ruacana, para uma melhor exploração.
“Para atrair investimentos no Ruacana e no município do Curoca em geral, torna-se necessário estender o raio de acção para o sector turístico, já que o município conta com muitas áreas férteis nesse campo e que precisam de ser exploradas”, disse o administrador de Ruacana.

Cataratas do Ruacana

As Cataratas do Ruacaná são um conjunto de cachoeiras formadas pelo rio Cunene, na fronteira entre Angola e a Namíbia. A sua queda principal tem cerca de 120 metros de altura e em tempo de chuvas a água estende-se por um espaço de 700 metros.
As Cataratas do Ruacaná são  uma das maiores quedas de águas de África, cujo curso é aproveitado para a produção de energia e irrigação de campos agrícolas.
A montante foi construída a barragem do Ruacana, que em conjugação com a barragem do Calueque, alimenta uma central hidroeléctrica construída pela República da África do Sul, na década de 1970, e um sistema de adução de água, que serve o norte da Namíbia.
Abaixo da cachoeira estão instaladas duas centrais hidroeléctricas, uma delas construída na década de 1970, hoje o maior centro
electroprodutor da Namíbia. A capacidade instalada da central hidroeléctrica do Ruacana é de 240 MW, e fornece energia eléctrica à vizinha Namíbia, Namacunde, Ondjiva, Naulila, Chitado e às povoações de Santa Clara e Calueque. As quedas de água apenas oferecem o seu aspecto majestoso durante a época das chuvas, mas o seu espectáculo impressionante faz do local um atraente destino turístico.

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