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Vítimas da seca vão receber apoio “com regularidade

Domingos Calucipa | Cuvelai

A vice-governadora do Cunene para o sector Político Económico e Social, Soraia Kalongela, garantiu, hoje às populações das localidades de Kapundo e Omeva Aiela, umas das principais zonas de transumância do município de Cuvelai, que “apoio com regularidade de bens alimentares às vítimas da seca, através dos apoios da Comissão Nacional de Protecção Civil que ja fez chegar à província 300 toneladas de produtos diversos.

Fotografia: Adolfo Dumbo| Edições Novembro

Soraia Kalongela falava durante uma visita às comunidades pastoris das duas localidades, onde se fez acompanhar de uma equipa da Comissão Nacional de Protecção Civil. Na ocasião a governante entregou alimentos e produtos de primeira necessidade às populações locais .
“ Viemos também constatar a situação do gado aglomerado nesta região, e a implementação do Programa Emergência de instalação de Furos de Água para as populações das zonas atingidas pela seca.”, disse a vice-governadora , aquém as comunidades pastoris pediram vitaminas para a recuperação do gado que se encontra bastante debilitado devido a seca.

Mortes de gado

Pelo menos, 4.140 cabeças de gado, de um universo de mais de 187 mil e 513 que se concentraram nas zonas de transumância, provenientes de diversos pontos da província, morreram desde Maio deste ano, devido a falta de condições para o pasto. Segundo o administrador do município do Cuvelai, José Morais, a região tem 36 áreas tradicionais de transumância, “mas este ano estão sem pasto por causa da elevada quantidade de animais que afluíram às zonas”.

Furos de água

José Kanivete informou que o município conta já com 19 furos de água recuperados, dos 28 que o Governo da província programou para reabilitar, no quadro do Programa Emergência de Apoio as Vítimas da Seca.
O administrador disse 50 mil e 201 pessoas estão afectadas pela seca no município, particularmente nas localidades de Oshana Shominha, Okandjabwena, Mupa, e Shindimba, Oshivemba, Ngombe Ivenga e na Omukolongondjo, tidas como zonas mais críticas.
O administrador informou que o município já recebeu 65 toneladas de produtos alimentares e outros de primeira necessidade para as vítimas da seca.

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