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Vítimas da seca recebem apoio

Dionísio David | Ondjiva

A estiagem está a afectar um número elevado de pessoas e animais na província do Cunene, apesar da intervenção dos Serviços de Protecção Civil no fornecimento de água, disse ontem a autoridade tradicional da aldeia Naulila, no município do Cuanhama, Fernando Mandume.

Milhares de cabeças de gado correm o risco de morrer por falta de água no Cunene
Fotografia: Dionísio david|Ondjiva

O líder tradicional disse que as comunidades nas diferentes aldeias já não dispõem de reservas alimentares, uma situação associada à falta de água para o consumo de pessoas e animais.
O porta-voz dos Serviços de Protecção Civil, Paulo Kalunga, considerou a situação preocupante na província, a julgar pelo elevado número de pessoas afectadas, estimado em mais de 700 mil.
Para Paulo Kalunga, a situação é inquietante, por se tratar de uma região em que a maior parte da população depende da agricultura de substância e da criação de gado. Desde as cheias de 2008, a produção agrícola tem vindo a baixar, provocando escassez de alimentos.
O porta-voz da Protecção Civil adiantou que em algumas comunas, como Evale e Nehone, e localidades nas comunas de Mongua, as populações não encontram alternativa de sobrevivência, já que os tradicionais reservatórios de água, cacimbas e chimpacas secaram.
Paulo Kalunga acrescentou que no Norte da província, em Capanda, uma localidade que dista 19 quilómetros de Ondjiva, a seca atingiu níveis preocupantes, obrigando a população a fazer escavações na esperança de conseguir obter água, mas quase sempre sem solução. Outra questão preocupante, disse o porta-voz da Protecção Civil, tem a ver com os camiões  que já não oferecerem boas condições técnicas. Os últimos dados da Protecção Civil tornados públicos indicam que mais de 50 mil cabeças de gado, na província do Cunene, correm o risco de morrer por falta de água.

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