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Viveiro de produção de plantas foi inaugurado em Xangongo

Elautério Silipuleni | Ombadja

Um viveiro, de diferentes espécies de plantas, foi inaugurado, na quinta-feira, em Xangongo, município de Ombadja, no âmbito do programa de combate à desertificação desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal. 

O viveiro tem quatro naves e cada uma delas vai produzir cerca de 80 mil plantas por ano
Fotografia: Elautério Silipuleni

Um viveiro, de diferentes espécies de plantas, foi inaugurado, na quinta-feira, em Xangongo, município de Ombadja, no âmbito do programa de combate à desertificação desenvolvido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal. 
O “Viveiro Central do Cunene”, sustentado por um sistema de rega semiautomático e ininterrupto, é composto por quatro naves. Cada uma delas vai produzir cerca de 80 mil plantas por ano.
A inauguração do viveiro enquadrou-se nas comemorações do 17 de Junho, Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, cujo acto central decorreu na comuna do Xangongo.
O director nacional do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Tomás Pedro Caetano, disse, na inauguração, que o projecto está a ser desenvolvido a nível das províncias do litoral e do Cunene, com o objectivo combater a desertificação que se regista naquelas regiões.           
Tomás Pedro sublinhou que aquelas regiões são propensas a acções de desertificação devido à localização e à desflorestação causada pela população que utiliza as árvores para a produção de carvão e de lenha.
“Os efeitos das desflorestações já são visíveis, por isso há necessidade de produção e plantação de mais árvores nestas provinciais, e, no Cunene, este projecto é fundamental por se encontrar muito próximo do deserto do Namibe”, realçou.
Tomás Pedro Caetano afirmou que no viveiro, agora inaugurado, além de produção de plantas exóticas, vão ser criadas plantas autóctones, como o omufiati, bastante explorada na região, para a produção de lenha e de carvão. 
 
No combate à desertificação estudantes devem colaborar
 
Tomás Pedro lembrou, durante uma palestra subordinada ao tema “a importância social, económica e ambiental do combate à desertificação em Angola”, direccionada a estudantes do Instituto Médio Politécnico de Ombadja, que todos devem contribuir no combate à desertificação, com a plantação de árvores, para proteger o meio ambiente.
O director do IDF salientou que os jovens, como força impulsionadora de uma sociedade, devem empenhar-se em acções que ajudem à preservação do ambiente, através de campanhas de plantação de árvores, uso racional da água e de outros recursos naturais.
O director do IDF recordou aos estudantes que as principais causas da desertificação estão associadas ao uso inadequado do solo e da água, especialmente em actividades agropecuárias, na mineração, na irrigação mal planificada e no desmatamento indiscriminado.

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