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Custo de vida disparou nos últimos meses

Dionísio David | Namacunde

O elevado custo de vida que se regista nos últimos tempos no município de Namacunde, província do Cunene, está a criar sérias preocupações aos consumidores, a julgar pela contínua subida de preços no mercado informal.

Bens de primeira necessidade mais caros
Fotografia: Jornal de Angola

O elevado custo de vida que se regista nos últimos tempos no município de Namacunde, província do Cunene, está a criar sérias preocupações aos consumidores, a julgar pela contínua subida de preços no mercado informal.
O administrador do mercado municipal local, Dionísio Silipuleni, considerou o quadro preocupante, já que a regulação de preços não é da competência da área que dirige. A falta de equilíbrio entre os produtos nacionais e os importados, associada à depreciação da moeda nacional em relação ao dólar e ao rand estão na origem da presente situação. Silipuleni diz que os produtos locais entram pouco no circuito comercial, não fazendo face às mercadorias importadas.
Os artigos de primeira necessidade conheceram nos últimos tempos uma subida vertiginosa.
O quilo de farinha de milho custa 250 contra os 150 kwanzas do mês de Janeiro e o de feijão 500kz o dobro do mês anterior. Um quilo de carne de cabrito e de vaca custa entre 700 a mil kwanzas, quando há um mês custava apenas 400. Produtos como o arroz, massa alimentar, barra de sabão e óleo alimentar, estão a ser comercializados entre 300 a 400 kwanzas    Dionísio Silipuleni lembrou que uma das razões para a subida de preços também se prende com os dos transportes, pelo que, nos últimos dias, se assiste a uma grande procura, devido à escassez de combustível nas bombas de abastecimento. Como consequência, os taxistas fizeram subir os preços de aluguer e também das viagens normais.
 Quando antes se pagava 200kz pelo troço Santa-Clara/Ondjiva, de 40 quilómetros, a semana passada cada passageiro pagou 500 kz. Viajar para os municípios mais distantes, sobretudo os de Ombadja, 100 quilómetros a Oeste de Ondjiva, e Cuvelai, a Norte, 170 quilómetros, é ainda mais difícil, pois o preço por pessoa passou de mil kwanzas para 1.500.
De acordo com aquele responsável, a regularização da situação vai depender, em grande medida, da decisão das instituições competentes do governo, principalmente naquilo que se prende com o câmbio do dia face à disparidade existente entre as três moedas mais usadas nas transacções comerciais a nível da região.  Os vendedores locais praticam preços especulativos alegando que os produtos importados se têm tornado mais caros nos últimos meses.

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