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Da formação profissional ao próprio emprego

Alberto Pegado |

A formação profissional tem servido de ferramenta importante contra o desemprego. Muitas pessoas, na sua maioria jovens, depois de concluírem a formação, criam, com o apoio financeiro do Estado, pequenas empresas.

Institutos têm mecanismo de acompanhamento e aconselhamento que permitem prestar o devido apoio aos jovens formados neste ano
Fotografia: Mota Ambrósio

Com estas iniciativas geram empregos, servem de sustento para as suas famílias e ainda contribuem para alavancar da economia nacional.
Para se ter uma ideia o quanto tem sido fundamental a formação profissional e a procura no mercado, no ano prestes a findar, foram inscritos no Sistema Nacional de Formação Profissional 102.946 jovens. Juntos, os centros profissionais formaram 56.245 jovens, cerca de três mil a mais em relação a 2015. Os números mostram que as políticas do Executivo nesta área resistem às adversidades. Um dos destaque é o projecto “Amigo”, desenvolvido entre o Estado e o Banco Sol de concessão de microcrédito a jovens nas 18 províncias e que já abrangeu mais de seis mil empreendedores. São apostas do Estado para que a juventude esteja capacitada com profissões que lhe permita promover o auto-emprego ou concorrer para um posto de trabalho em empresas públicas e privadas.
Existe  um compromisso com a formação técnica e profissional dos jovens e o Estado tem promovido políticas direccionadas para o alcance deste objectivo, com a criação de centros ou pavilhões de artes e ofícios e envio de unidades móveis, onde estas infra-estruturas não existam. Os institutos têm mecanismos de acompanhamento e aconselhamento, que permitem prestar o devido apoio aos jovens formados desde 2006. Antes de terminarem o curso profissional, beneficiam de uma formação na área de empreendedorismo, que os habilita a constituir o próprio negócio na sua especialidade. Muitos jovens concluíram cursos de formação profissional em várias regiões do país, em 2016.
A acção mais recente aconteceu no Zaire, onde mais de 80 jovens dos municípios do Soyo e de Mbanza Congo foram colocados no mercado de trabalho. Gabam-se de ter potencial para conquistar um lugar. Todos foram formados em Artes e Ofícios, numa acção promovida nos centros do Inefop. Tal como no Zaire, na Lunda Sul, Benguela, Cabinda também houve cursos de formação profissional, que contaram com a participação de milhares de jovens, que  concluíram várias especialidades. Empresas dos ramos de hotelaria e similares e de construção civil são as que mais dão oportunidade de emprego aos formandos. E para não serem dependentes, defendem a necessidade de ser-lhes distribuídos equipamentos e ferramentas de trabalho para o fomento do auto-emprego, com a criação de oficinas, centros de formação, alfaiatarias e outras pequenas empresas que vão poder garantir mais postos de trabalho para os jovens. Assiste-se que em cada três ou seis meses, os centros colocam no mercado do trabalho centenas de jovens, o que mostra que as políticas do Estado, com base na diversificação da economia, têm reflexos positivos na população. É bom lembrar que cada jovem formado e que constitui um pequeno negócio dá emprego a pelo menos três pessoas. O Executivo procura encontrar os melhores caminhos para coarctar os efeitos da crise financeira mundial. Diante do quadro actual, todos os esforços são bem-vindos.
Além de actividades para abandonar práticas nefastas, como o alcoolismo e a prostituição, impõem-se preocupações com o futuro profissional e a geração de rendimentos para as famílias. Está provado que a melhor maneira de ajudar quem necessita é dotar-lhe dos instrumentos de que precisa para resolver, ele próprio, os seus problemas.

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