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Defendida primazia aos canditatos locais

Os munícipes da Banga, província do Cuanza-Norte, defendem a realização de concurso público para professores nos municípios apenas para residentes locais, para evitar que candidatos de outras localidades preencham as vagas disponíveis.

Município da Banga tem disponíveis 45 vagas para professores
Fotografia: Edições Novembro

Numa ronda efectuada pela Angop, a propósito da entrega dos documentos para a inscrição ao referido concurso público, os entrevistados foram unânimes em defender a realização local do concurso.
Dala Culucuto, 23 anos, disse que  habitualmente as vagas nas comunas  têm sido ocupadas por cidadãos de outras regiões,  que, depois de admitidos, pedem transferência para a área de procedência. Pinto Miguel, um dos candidatos, corrobora da opinião de que os concursos públicos sejam realizados nas localidades onde existem vagas para professores, também para evitar despesas com alojamento dos técnicos que trabalham para o efeito, que geralmente são provenientes das capitais das províncias.  “Isso evitaria constrangimentos com alojamentos. Por outro lado, nesta altura são recrutados professores que acabam por deixar um  vazio nas escolas”, sublinhou.
Pinto Miguel pediu aos responsáveis pelos concursos públicos para usarem da  transparência e evitarem o compadrio.
Por seu lado, o director municipal da Educação, Gomes Cussei, afirmou que foi criada na localidade uma comissão, composta por técnicos da Administração Municipal  e da Direcção da Educação para a recepção dos documentos dos candidatos.  Gomes Cussei não confirmou se o concurso público é realizado localmente ou não.
Gomes Cussei informou que o município da Banga tem disponíveis 45 vagas, das quais dez para professores do ensino primário, 15 para o I ciclo e 20 para o II ciclo. “São números que não cobrem as necessidades do sector na região, que precisa de, pelo menos,  mais 100 docentes”, concluiu Gomes Cussei.

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