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Defendido em Malange diálogo nos lares

Luísa Victoriano | Malange

As mulheres que participaram terça-feira em Malange numa conferência provincial sobre a “mulher e a violência  baseada no género” defendem o diálogo como forma de ultrapassar os conflitos nos lares e no seio da sociedade.

A conferência, que marcou o encerramento da campanha dos 16 dias de activismo  contra a violência no género, foi  promovida  pela Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher (DIFAMU) e  contou com a participação de mulheres de várias igrejas, da Polícia Nacional e de diferentes instituições públicas e privadas.
As mulheres consideraram que o diálogo no seio familiar é importante  porque estabelece os vínculos entre os seus membros e o resgate dos valores morais e defenderam um maior vínculo entre os pais, para proporcionar uma adequada convivência e formação da personalidade das crianças.
As mulheres solicitaram também às entidades de direito e outros parceiros a melhoria no atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica, assim como a construção de mais centros de aconselhamento familiar e casas de abrigo para a protecção das vítimas de violência.
O casamento precoce registado no seio de muitas adolescentes e a fraca participação dos homens nas actividades de género para o conhecimento e acompanhamento da Lei contra a Violência Doméstica foram outras preocupações durante a conferência. A directora da Família e Promoção da Mulher, Antónia Maiato, disse que “as mulheres têm responsabilidades acrescidas na educação e desenvolvimento da família, porque elas educam, dialogam, organizam e estruturam a vida familiar, devendo, por isso, dotarem-se de conhecimentos que permitam enfrentar os desafios que a vida impõe”.
Antónia Maiato reprovou as interferências nas relações conjugais, que são um dos principais factores de desestruturação dos lares e causam a separação dos casais  e, consequentemente, afectam a educação e orientação dos filhos. 
Quanto à violência doméstica, Antónia Maiato recomendou a cada família o estabelecimento de “laços de amizade, amor e união entre os seus membros, para poder reinar a paz familiar e o respeito mútuo”.

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