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Defendido reforço da inspecção escolar

António Capita

O director Provincial da Educação, Ciência e Tecnologia do Uíge defendeu o reforço das acções de inspecção escolar para melhorar o funcionamento do sector na região e garantir a gestão eficaz das instituições de ensino.

A inspecção escolar deve continuar a trabalhar na redução do índice de absentismo dos professores nas instituições de ensino
Fotografia: Mavitidi Mulaza|Uíge

Manuel Zangala falava na abertura do ciclo formativo para actualização dos conhecimentos dos inspectores, tendo referido que o inspector escolar tem uma “importância relevante” no sector.
“Pela sua tarefa de fiscalização que contribui para  se ter um ensino de qualidade, através do acompanhamento, apoio e controlo da actividade pedagógica, técnica e organizativa do sistema de educação.”
Para o director Provincial da Educação, Ciência e Tecnologia do Uíge, o inspector escolar deve conhecer a forma como se processa e se conduz o processo de educação e ensino para melhor avaliar o desempenho dos alunos e a perícia dos professores.
Acrescentou que o inspector deve ajudar na melhoria da gestão escolar para que esta se torne mais aberta e inclusiva, contribuindo, deste modo, no processo de desenvolvimento e democratização dos estabelecimentos de ensino.
“A inspecção escolar deve continuar a trabalhar na redução do índice de absentismo dos  professores nas escolas, através da realização de encontros de carácter pedagógicos, com vista à mudança de comportamento dos docentes”, disse.
A actuação dos inspectores escolares deve ser pedagógica, virando a sua abordagem para a avaliação institucional participativa das actuais políticas de descentralização administrativa, para cumprir com as exigências de intervenção nos ­diferentes ­aspectos.  O director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia informou que o ciclo formativo visa dotar os quadros do sector de novos conhecimentos, técnicas e métodos, nos domínios da inspecção, com o objectivo de fortalecer as instituições escolares e assegurar os princípios básicos do ensino que favorecem a aprendizagem e o desenvolvimento de competências.
 “O processo docente-educativo requer dos seus intervenientes o aumento dos seus conhecimentos para a sua melhor condução", disse, acrescentando que para tal é  necessário que os inspectores sejam capacitados com ferramentas essenciais para uma melhor fiscalização dos procedimentos administrativos e pedagógicos. O chefe de Secção do Ensino de Adultos, Albertino dos Santos, disse que a acção formativa tem como objectivo capacitar e revitalizar 82 inspectores em matéria de inspecção na Educação, contribuir para regular o funcionamento do sistema educativo, garantir a aplicação correcta das decisões tomadas pela hierarquia do sector, facilitar a actuação da inspecção como entidade articuladora, mediadora, apoio, acompanhamento e de controlo das actividades escolares e educativas.

Formar empreendedores

O director Provincial da Educação, Manuel Zanga, procedeu também à abertura de uma outra acção formativa dirigida a professores que leccionam a disciplina de Empreendedorismo nas escolas da província.
Na formação participam 31 docentes, que durante dez dias recebem novos conhecimentos de técnicas pedagógicas e científicas sobre como ensinar o a­luno a empreender.
Manuel Zangala referiu que a disciplina de Empreendedorismo no currículo do ensino secundário foi integrada para ajudar os alunos a serem pequenos empreendedores e a fomentarem o auto-emprego.
“O ciclo formativo dos professores de Empreendedorismo na província visa desenvolver competências científicas, pedagógicas e metodológicas no ensino da disciplina, despertar a atitude e capacidades empreendedoras pessoais”, disse, para referir que o objectivo é desenvolver competências de gestão aos futuros empreendedores.

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