Províncias

Degradação das vias de acesso impede escoamento de produtos

Justino Victorino | Chipeio

O estado degradado das principais vias que dão acesso à comuna do Chipeio, município da Ecunha, na província do Huambo, tem impedido o escoamento dos produtos do campo desta região para os grandes centros comerciais, facto que está a provocar grandes prejuízos aos camponeses.

Mau estado das estradas na localidade tem impedido a transportação de mercadoria
Fotografia: Edições Novembro

O soba-geral da localida-de, Silvestre Ventura, manifestou esta preocupação durante um encontro que a go-vernadora do Huambo, Joana Lina,manteve com autoridades tradicionais e entidade religiosas locais.
“O Estado tem a responsabilidade de construir ou reabilitar as estradas. Portanto, as vias de acesso à Chipeio clamam por reabilitação urgente, pelo que apelamos ao Governo Provincial para realizar as obras, para que a população camponesa possa comercializar, fora desta localidade, as culturas”, disse Silvestre Ventura.
“ É impossível apostarmos na agricultura”, prosseguiu, “sem primeiro resolvermos os problemas das vias de acesso”, porque, o aumento dos índices de produção depende grandemente das boas estradas para que se possa transportar a mercadoria do campo para os principais centros comerciais”.

Escassez de fertilizantes

A governadora abordou com as autoridades de Chipeio a problemática da falta de fertilizantes e de outros produtos que facilitam uma boa safra. Representantes das autoridades tradicionais disseram a Joana Lina que a localidade recebe pouquíssimas quantidades de produtos para o impulsionamento do cultivo.
Roberto Catchio, um dos agricultores da vila da Ecunha, disse que a municipalidade recebe entre cinco a seis toneladas de fertilizantes por ano, quantidades que, segundo afirmou, não chegam para as necessidades da região.
“A escassez de fertilizantes, com destaque para o adubo, está a provocar a especulação de preços no mercado informal desta região. O saco de 50 quilos, por exemplo, custa 12 mil kwanzas, contra os sete mil praticados anteriormente”, apontou Roberto Catchio.
A burocracia na aquisição de divisas, junto de bancos, é apontada como um dos condicionalismos para a escassez de fertilizantes no mercado, uma situação que tem afectado a planificação das famílias camponesas e agricultores.
O administrador comunal do Chipeio, Rafael Garcia, reconheceu que a escassez de fertilizantes deve-se às inúmeras dificuldades para a aquisição de divisas, numa altura em que “os camponeses deviam ter já quantidades de adubos à disposição” para o aumento da produção. A comuna do Chipeio tem uma cooperativa que controla 17 fazendas, e beneficia de apoios de várias organizações não-governamentais à luz do Programa de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza.

Tempo

Multimédia