Províncias

Desactivadas minas no troço Dundo-Nzagi

João Silva | Dundo

O Instituto Nacional de Desminagem (INAD) desactivou, na Lunda-Norte, durante o primeiro semestre do ano em curso, 109 minas, das quais 52 anti-pessoais e 57 anti-tanques.

 

O Instituto Nacional de Desminagem (INAD) desactivou, na Lunda-Norte, durante o primeiro semestre do ano em curso, 109 minas, das quais 52 anti-pessoais e 57 anti-tanques.
O chefe local da secção operativa do INAD, Alcides André Paulino, disse que no mesmo período foram recolhidas duas mil munições, 94 morteiros de diversos calibres e uma granada de mão.
Essas acções decorreram nos troços rodoviários Dundo-Nzagi e Dundo-Luô, numa extensão de 208 quilómetros, o que está a permitir a modernização dos trabalhos da Angola Telecom e a livre circulação de pessoas e bens. O chefe de secção operativa do INAD disse ainda que o município mais minado é o de Capenda-Camulemba, “e ainda não recebeu intervenção”.
Neste processo de desminagem, acrescentou, estão envolvidos 36 técnicos, efectivos do INAD, número insuficiente para uma cobertura total, tendo em conta a extensão da província. Nessas acções, o INAD local conta com a parceria do governo provincial, Forças Armadas Angolanas, Polícia de Guarda Fronteiras e o Gabinete de Reconstrução Nacional.Alcides André Paulino apontou a insuficiência de combustíveis e outros lubrificantes, como as principais dificuldades do órgão, “porque as restantes têm sido supridas pela direcção nacional”.
Por outro lado, têm sido levadas a cabo, diariamente, acções de sensibilização das populações, particularmente as camponesas, para se prevenirem do risco de minas, tendo já sido “sensibilizados mais de oito mil cidadãos”.
Neste momento, as acções do Instituto Nacional de Desminagem da Lunda-Norte estão viradas para as reservas fundiárias.

Tempo

Multimédia