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Dezenas de casas são alvo de vandalismo

Dionísio David| Ondjiva

Dezenas de casas sociais já concluídas, das 2.000 mil previstas nos bairros Caxila III e Ekuma, na cidade de Ondjiva, capital  do Cunene, estão a ser alvo de actos de vandalismo por elementos não identificados, apurou o Jornal de Angola.

Muitas habitações ficaram sem janelas e louça sanitária e meliantes deixaram apenas a cobertura
Fotografia: Sérgio Dias|Cuito-Edições Novembro

Muitas habitações ficaram sem portas, janelas, louça sanitária e outros materiais, restando apenas a cobertura. O presidente da comissão de moradores de Caxila III, Eugénio Komongula, mostrou-se agastado com a situação e espera uma pronta intervenção das autoridades policiais.
Neste bairro, um centro de saúde e 18 moradias foram alvo de vandalismo, tendo ficado sem portas, janelas, sanitas e material eléctrico. A acção foi atribuída a moradores das redondezas.
O presidente da comissão de moradores de Caxila III, Eugénio Komongula , disse que foram feitas diligências junto das autoridades, para que os implicados nesta acção sejam responsabilizados criminalmente.
Eugénio Komongula revelou que acções do género ocorrem durante a noite, o que torna difícil identificar os autores. Algumas habitações já haviam sido entregues aos beneficiários, que não as ocuparam por falta de energia eléctrica.
Para prevenir actos semelhantes, o responsável sugeriu que as habitações sejam efectivamente ocupadas pelos beneficiários, para que o Estado não tenha de gastar dinheiro na reposição dos materiais saqueados.
Eugénio Komongula defendeu o policiamento do local, para garantir a protecção das residências concluídas, permitindo que mais pessoas beneficiem do “sonho da casa própria”. O presidente da comissão de moradores entende que só com vigilância e a aplicação da lei é que os delinquentes deixarão de praticar actos de vandalismo.

Conclusão das obras

O director provincial das Obras Públicas no Cunene, Nenganga Sebastião Paka, disse que 400 das 200.000 casas integradas nos projectos de construção em Caxila e Ekuma  já foram concluídas e entregues aos seus proprietários e, por isso, a reposição dos materiais saqueados é da responsabilidade dos beneficiários.O governador provincial, Kundi Paihama, garantiu há dias que as obras do projecto habitacional são concluídas até Julho deste ano. Kundi Paihama mostrou-se insatisfeito com a morosidade na entregue de residências aos beneficiários, sobretudo a juventude, tendo recomendado às administrações municipais a aceleração do plano de distribuição.
“Não se pode continuar a assistir à degradação de imóveis prontos a serem habitados, pela simples razões de se estar a aguardar pala inauguração.  As casas têm de ser entregues às pessoas. Por isso, acho importante trabalhar no processo de distribuição”, sustentou o governador provincial.

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