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Dezenas de moradias destruídas pela chuva

José Chaves | Calussinga

Mais de cem casas, duas igrejas e uma escola primária construídas à base de pau a pique e adobe ficaram destruídas devido às fortes chuvas, acompanhadas de ventos fortes, que estão a cair, nos últimos dias, sobre a comuna de Calussinga, a norte do Andulo.

Mais de cem casas, duas igrejas e uma escola primária construídas à base de pau a pique e adobe ficaram destruídas devido às fortes chuvas, acompanhadas de ventos fortes, que estão a cair, nos últimos dias, sobre a comuna de Calussinga, a norte do Andulo.
Os bairros da Chiva, Ngangula, Muande, Tecnil, Deolinda I, Deolinda II, Tchapita e Simione foram os mais afectados pelas chuvadas, que não causaram vítimas humanas mas deixaram as populações desprovidas de meios de subsistência e inundaram as lavras.
Centenas de habitantes estão actualmente desalojados, embora as autoridades ainda não saibam exactamente quantas pessoas se encontram nessa situação.
A administração municipal do Andulo está a estudar formas de evitar que as enxurradas continuem a provocar grandes estragos. Assim, foi dada orientação às entidades tradicionais para recolherem mais dados sobre outras aldeias e ombalas circunvizinhas que possam estar a viver o mesmo drama dos bairros atrás referidos.
A administradora adjunta, Faustina Cangue, disse que a situação é muito preocupante, uma vez que as populações, apesar dos esforços locais, ainda continuam a enfrentar várias dificuldades, recorrendo constantemente à administração para pedir ajuda. A responsável afirmou que as autoridades municipais estão preocupadas com as inundações das lavras dos habitantes, temendo que as culturas fiquem destruídas pelas chuvas, aumentando, desse modo, os problemas relacionados com a falta de alimentos.
Faustina Cangue realçou que a administração tem estado a estudar as melhores estratégias para ajudar as famílias desalojadas.
 Neste momento, anunciou, será efectuado o levantamento das consequências provocadas pelas chuvas em toda a região de Calussinga.
As chuvas estão a cair fortemente na região, desde Setembro e, até agora, centenas de casas já foram destruídas, podendo o número vir a aumentar ainda mais.
Dado o impacto que causaram, as autoridades administrativas locais consideram que estas chuvas provocaram a pior calamidade natural dos últimos 30 anos na região.
A comuna de Calussinga, que conta com 81.005 habitantes, possui 183 aldeias e 13 ombalas.
 A localidade está numa área de transição e faz fronteira com os municípios da Quibala, Mussende (Kwanza-Sul), Mungo (Huambo) e Cangadala (Malange). A população local dedica-se, maioritariamente, à agricultura de subsistência, cultivando produtos como milho, feijão, batata-rena e doce, tomate, cebola, repolho e couve.

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