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Director do Hospital geral desapontado com médicos

O director do Hospital Geral do Huambo disse, ontem, aos jornalistas, que os médicos estrangeiros que trabalham naquele estabelecimento estão a violar o contrato que assinaram, ao prestar serviços em clínicas privadas.

O director do Hospital Geral do Huambo disse, ontem, aos jornalistas, que os médicos estrangeiros que trabalham naquele estabelecimento estão a violar o contrato que assinaram, ao prestar serviços em clínicas privadas. Welema da Fonseca esclareceu que “os médicos estrangeiros, em regime contratual com o Governo angolano, não podem trabalhar em clínicas privadas porque foram chamados para integrar o sistema nacional de saúde”.
“A maior parte do corpo clínico que nós temos são médicos estrangeiros, e eles de acordo com as cláusulas contratuais estabelecidas pelo nosso Governo, não podem trabalhar na função privada, pelo facto destes serem contratados pelo Estado angolano. Eles vieram para trabalhar nas instituições públicas da saúde,” desabafou. Welema da Fonseca aproveitou também a oportunidade para denunciar a atitude dos médicos, alguns enfermeiros e técnicos, que aconselham os doentes a se deslocarem às clínicas onde eles prestam serviços clínicos.
“Quando o doente chega ao hospital, à procura de determinados cuidados de serviços de saúde, ele, médico, enfermeiro ou técnico de laboratório, diz para o encontrar na clínica privada onde labora”, disse, aconselhando as populações para denunciarem estes actos, porque, de acordo com ele, “as transferências para serviços especializados são feitas pelo hospital e não por pessoas singulares”.
Welema da Fonseca pediu, por outro lado, aos médicos, enfermeiros e outros técnicos de Saúde no Huambo a  prestarem um atendimento condigno aos pacientes.
O hospital tem capacidade de internar 800 pacientes e funciona com setenta médicos, entre clínicos e especialistas, dos quais doze são angolanos, formados em vários países, como Cuba.

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