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Doentes com tuberculose abandonam o tratamento

Luisa Victorino | Malanje

O elevado número de doentes que abandonam o tratamento da tuberculose no Hospital Sanatório de Malanje está a preocupar as autoridades sanitárias da província, informou, ontem, o supervisor da luta contra a doença.

Luís Quissunje disse ao Jornal de Angola que muitos casos de fuga foram registados entre Janeiro e Setembro deste ano, onde muitos dos doentes recebiam tratamento ambulatório no Hospital Sanatório.
“O actual quadro constitui perigo para a população e dos  membros da família, por ser uma doença de contágio fácil”, disse Luís Quissunje para sublinhar que a tuberculose é causada pelo bacilo de koch, caracterizada pela presença de lesões nodulares nos tecidos e que pode afectar qualquer região do corpo. 
O supervisor da luta contra a tuberculose na província reprovou tal comportamento e solicitou aos demais doentes a cumprirem com o tratamento médico para não causar outros problemas e evitar o uso de bebidas alcoólicas, do cigarro, e a optarem por uma alimentação equilibrada. Durante o período em referência, foram diagnosticados 471 casos em consultas externas naquela unidades hospitalar.
Actualmente estão a receber tratamento mais de 600 pacientes, alguns dos quais  associados ao HIV-Sida, com 50 por cento dos casos. O bairro da Maxinde é apontado como a área mais afectada pela tuberculose.
Para uma melhor assistência médica e medicamentosa aos doentes internados e não só, Luís Quissunje disse que a unidade hospitalar trabalha em parceria com o Programa Contra a Luta de HIV-Sida.
A ideia é encontrar a melho via para o tratamento da doença, ja que muitos que padecem com a tuberculose estão, tmbém, associados ao HIV-Sida.
Luís Quissanji disse estar  preocupado com a falta de fármacos,  “que   que está a impossibilitar dar-se melhor resposta aos casos de tuberculose e outras patologias associada à doença”.
 No quadro do programa estratégico de combate à doença na Província de Malanje, Luís Quissanji referiu que várias acções continuam a ser desenvolvidas, como palestras, visando sensibilizar a população sobre as normas de prevenção da enfermidade.

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