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Doentes correm risco de morte por falta de sangue

João Constantino | Cuito

A falta  de sangue na área de Hemoterapia do Hospital Geral do Bié está a perigar  a vida de vários doentes que têm de fazer transfusão urgente, alertou a chefe do Banco de Sangue, Felizberta Bondo.

Principal unidade hospitalar da província do Bié precisa de bolsas de sangue para atender os casos urgentes de transfusão
Fotografia: Kindala Manuel | Edições Novembro

Por falta de sangue, há já algum tempo,  cinco pessoas perderam a vida na semana passada, neste hospital. Segundo Felizberta Bondo, as solicitações que a direcção do hospital recebe para as transfusões de sangue estão pendentes, por falta do produto.“Se não recebermos doações nos próximos dias poderemos ter mais mortes.
Estamos sem reservas de sangue desde Novembro do ano passado, daí a morte de cinco pessoas que necessitavam de transfusão na semana passada”, lamentou a médica responsável pela Hemoterapia. “Das campanhas que desenvolvemos para a aganriação de sangue”, prosseguiu,”recolhemos poucas quantidades”. 
“Temos pacientes na enfermaria à espera de doadores, pelo que apelamos  às entidades filantrópicas e pessoas singulares para aderirem à nossa campanha de doação de sangue, pois muitas vidas estão em risco de morte”, disse. Segundo Felizberta Bondo os dadores habituais da instituição encontram-se a cumprir o intervalo regulamentado e só voltam a dar sangue depois  de três a quatro meses.
 “Temos recebido apoio da Cruz Vermelha, das Forças Armadas, Polícia Nacional  e de escolas, mas nessa altura  nenhuma destas instituições tem efectivos disponíveis”, sublinhou.


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