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Educação no Bengo carece de inspectores

Alfredo Ferreira | Bengo

O sector da Educação na província do Bengo necessita de pelo menos mais vinte inspectores, para o acompanhamento das mais de 300 escolas existentes na região, no sentido de melhorar a qualidade de ensino.

Supervisão da actividade docente é feita com debilidades
Fotografia: Maria João | Edições Novembro

Em declarações à imprensa, o director do Gabinete Provincial da Educação, António Quino, fez saber que neste momento a região conta com menos de vinte inspectores, o que é insuficiente, tendo em conta o número de escolas.
António Quino disse ainda que cada inspector deve no máximo inspeccionar dez escolas, para melhor fazer o seu trabalha e assim se obter a qualidade de ensino que a província necessita. 
Fez saber que a província conta apenas com cerca de dois supervisores e que para colmatar esta insuficiência necessitam de mais de vinte, com o objectivo de se fazer uma supervisão à altura e assim contribuir para o melhoramento do ensino.
António Quino disse que a solução passa em preencher as vagas deixadas por alguns funcionários, que faleceram ou atingiram a reforma. Defendeu, para tal, a realização de um concurso interno. 
Explicou ainda que outra forma de enquadrar mais supervisores e inspectores é esperar o próximo concurso público, que, em princípio, vai se realizar no mês de Ju-nho, conforme o ministério anunciou.Realçou o esforço que os supervisores e inspectores têm feito para realizar o seu trabalho e ajudar o sector da Educação a dar passos significativos, para atingir um ensino de qualidade. 
António Quino lembrou que a província do Bengo disponibilizou, para este ano lectivo, 26.822 vagas para o ensino geral, mais de dez mil em relação ao ano anterior.
Para a iniciação foram disponibilizadas 9.048 vagas, 1ª classe 5.453. Para a 7ª classe havia 9.892 vagas, enquanto para o II ciclo (10ª classe) 1.712 vagas disponíveis.
Quanto às vagas do ensino obrigatório, foram repartidas pelos municípios do Ambriz (1.166), Bula Atumba (1.457), Dande (10.699), Dembos (3.104), Nambuangongo (7.274) e Pango Aluquém com 693.Para assegurar o presente ano lectivo, o sector da Educação conta com 1.600 salas de aula e necessita de mais 20 mil carteiras escolares e material didáctico. Bengo tem 3.150 professores, número que poderá aumentar com o enquadramento de 780 novos docentes.

 

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