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Empreiteiros incumpridores são punidos

Elautério Silipuleni

O vice-governador provincial do Cunene para os Serviços Técnicos e Infra-Estruturas, Feliciano Himulova, afirmou em Ondjiva, capital da província,  que os empreiteiros que não honraram os compromissos contratuais em projectos de obras públicas serão sancionados.

Muitas obras de infraestrutras públicas na província do Cunene estão paralizadas apesar de já terem sido pagas
Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

Falando à imprensa no término de uma visita às obras paralisadas no município do Cuanhama, Feliciano Himulova adiantou que o governo da província vai convocar todos os empreiteiros e fiscais “para discutir profundamente a situação”, uma vez que grande parte das obras pagas estão paralisadas por incumprimento dos empreiteiros.
Feliciano Himulova informou que, durante a visita, constatou irregularidades e atrasos por parte dos empreiteiros a quem foram adjudicadas obras há mais de três anos. “Até ao momento, estes empresários não conseguem entregar as obras ao governo da província, mesmo depois do prazo estipulado contratualmente ter vencido há muito tempo”, disse.
Segundo aquele dirigente, o governo local já pagou somas avultadas às empreiteiras, por isso, não vai tolerar incumprimentos. “Algumas justificações poderão ser ponderadas, mas nos casos em que fizemos pagamentos a 100 por cento dos valores e apenas só foram executados parte dos trabalhos, não vamos tolerar de maneira alguma”, prometeu.
Feliciano Himulova frisou ainda que, a situação macro-económica que o país atravessa não justifica, em grande parte, a paralisação de obras na província que datam de 2013/14 e cuja justificação dos empreiteiros não é plausível.
O governante visitou as obras do Hospital do Cuanhama,Polivalente da Caxila III, Escolas 26 e 24, salas de aula dos bairros da Caxila III e Caculuvale, Praça Central de Ondjiva, Sé Catedral, Hospital de Ondjiva, edifício onde irão funcionar as direcções provinciais do Governo e a comarca de Ondjiva.

Famílias camponesas

A Direcção provincial do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural, na província do Cunene,  distribuiu  ontem, a várias famílias camponeses locais sementes, fertilizantes, insecticidas, tractores e diversos materiais para a campanha agrícola 2017/18, lançada oficialmente na semana passada na localidade de Kapanda,  município de Ombadja.
Na oportunidade , o director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas , Pedro Tibério, anunciou o envolvimento de 120 mil famílias na referida campanha, e no Programa de Fomento Agrário, que visa desbravar 260 mil hectares de terras e produzir 107 mil toneladas de produtos diversos. “Vamos prestar assistência técnica  nesta senda a 10 mil famílias que estão organizadas em associações e cooperativas agrícolas”, informou.
A província do Cunene, segundo Pedro Tibério, dispõe para esta campanha de 2.500 charruas de tracção animal, mil catanas, mil enxadas,entre outros instrumentos agrícolas.
O sector  agrícola tem igualmente 71 toneladas de sementes diversas, como massango, milho, massambala  e feijão. “Se as condições climatéricas forem favoráveis para o bom desenvolvimento das culturas, teremos  boa colheita no final da campanha agrícola”, prognosticou.
O responsável disse que o seu sector está a organizar o cultivo nas comunidades rurais, com vista à melhoria das condições  alimentares das populações.

Falta de higiene
A vice-governadora para o sector Político, Social e Económico da província do Cunene, Albertina José, mostrou-se, terça-feira, insatisfeita com as condições higiénicas no Instituto Médio de Administração e Gestão de Ondjiva  (IMAG), durante uma visita surpresa que efectuou àquele estabelecimento.
Albertina José disse ser necessário fazer visitas de surpresa para se constatar melhor o funcionamento das instituições. “Não gostei do que vi, constatei mau estado de conservação do imóvel, com o chão e as paredes das salas de aula sujas, teias de aranha, casas de banho encerradas por falta de limpeza, enfim, falta de higiene total”, lamentou.
A governante apelou à direcção da escola e aos professores para colaborarem mais na manutenção da higiene do estabelecimento,    afirmando que conferiu a pontualidade dos trabalhadores, através do livro de ponto, e constatou que  na biblioteca da escola faltam muitos livros e que na  sala de informática  muitos computadores estão avariados.
Outro problema com que Albertina José se deparou é o facto de muitos professores não auferirem  de acordo com as suas categorias, nem com a carga de trabalho.
Por seu lado, o director-geral do IMAG, Lázaro Nhukwete, justificou  que a instituição enfrenta grandes dificuldades financeiras, o que inviabiliza a manutenção dos serviços de higiene.

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