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Empresas contratadas para a reabilitação de estradas

Joaquim Victorino e Casimiro José | Sumbe

Quatro obras de reabilitação de troços da Estrada Nacional 100, que liga Cabo Ledo ao Lobito, foram consignadas na terça-feira, na localidade de Longa, município de Porto Amboim, no Cuanza Sul, em acto presidido pelo ministro da Construção, Waldemar Pires Alexandre.

Homens e máquinas estão prontos para entrar em acção nas obras que visam melhorar as principais vias de acesso da região
Fotografia: Casimiro José

São 253 quilómetros de extensão, que compreendem os troços que ligam o Cabo Ledo ao Rio Longa, com 35 quilómetros, Rio Longa ao rio Keve, com 92 quilómetros e 700 metros, Rio Keve à cidade do Sumbe, com 47 quilómetros e 100 metros, e Gabela à sede municipal da Quilenda, com 35 quilómetros, na Estrada Nacional 110.
O valor global das obras é de 167. 782, 366 milhões de dólares norte americanos, com a geração de 1.128 empregos directos.
Os contratos foram assinados pelo director-geral do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA), António Resende, na condição de dono da obra, e pelo director provincial do Cuanza Sul do INEA, na presença do titular da pasta da construção, do governador provincial do Cuanza Sul, e de representantes de empreiteiras chinesas.
O governador do Cuanza Sul, Eusébio de Brito, considerou a consignação das empreitadas um marco importante, salientando que “o Cuanza Sul é a placa giratória do movimento rodoviário e liga o Norte ao Sul do país”. Eusébio de Brito defendeu que a diversificação da economia no país depende também de uma rede rodoviária que permita a circulação de pessoas e bens, principalmente no que ao escoamento de produtos dos maiores centros industriais para o campo e vice-versa diz respeito. “As estradas em condições permitem uma circulação fluida, mas também encorajam os investidores para os potenciais centros de produção, além de fomentar o turismo nacional”, disse.
O governador da província apelou às instituições competentes a incluírem no plano de tarefas prioritárias a reabilitação de estradas terciárias, que considerou serem o pulmão para o desenvolvimento social e económico das comunidades.

Circulação de pessoas e bens
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O ministro da Construção, Waldemar Pires Alexandre, disse que a reparação das estradas nacionais 100 e 120 vai ser suportada pela linha de crédito da China e enquadra-se no Plano Rodoviário Nacional, que define os parâmetros exigidos.
“As estradas nacionais 100 e 120 jogam um papel importante na balança económica do país, por isso vamos acompanhar de perto as obras, para que se atinjam os resultados esperados”, disse Waldemar Pires Alexandre.
O ministro da Construção garantiu que o programa de reabilitação das estradas nacionais contempla, na sua execução financeira, 20 por cento do valor global para a sub-contratação das empresas angolanas que fazem parte das empreitadas.
“Já decorre o processo de selecção para que as empresas angolanas que demonstrarem capacidade de execução sejam sub-contratadas pelas empresas chinesas, na base de uma cláusula do acordo assinado entre os Governo de Angola e da China”, frisou.
Waldemar Alexandre acrescentou que a execução das empreitadas vai ser acompanhada de fiscalização, para que as obras tenham qualidade. “Na assinatura dos actuais contratos de execução de obras não se define o tempo de utilidade, mas vamos ser rigorosos na fiscalização, para que as obras durem por mais tempo”, disse o titular da pasta da Construção.
Outro momento da adjudicação teve lugar na localidade de Eval-Guerra, para a consignação das empreitadas que vão abranger as províncias de Benguela e do Huambo. Participaram no acto de consignação de empreitadas funcionários superiores do Ministério da Construção, do INEA, membros do Governo Provincial do Cuanza Sul e da Administração Municipal de Porto Amboim, da Administração Municipal da Quilenda, autoridades tradicionais e população.

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