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Empresas convidadas a cooperar

Samuel António | Luena

O administrador municipal do Moxico, Bento Paulino Luembe, apelou quarta-feira  às empresas de construção civil que operam no município a cooperarem com a administração local no saneamento básico na periferia da cidade do Luena.

O problema dos resíduos sólidos é uma grande preocupação para a administração municipal e também para a população da cidade sede
Fotografia: Nilo Mateus

Em declaração ao Jornal de Angola, Bento Paulino Luembe mostrou-se indignado com a má conduta de algumas empresas que se furtam a participar nas campanhas de limpeza da cidade, referindo que tal atitude desonra o lado social que as empresas têm, que visa a prestação de apoio às comunidades. Interrogado sobre o aglomerado de lixo em vários pontos da periferia da cidade do Luena, o administrador realçou que tal situação resulta de restrições de verbas que as instituições do Estado sofreram, provocando uma relativa dificuldade para alguns serviços que no passado eram executados com normalidade.
A cidade do Luena, disse Bento Paulino Luembe, contava no passado com três empresas de recolha de lixo, sendo duas com a responsabilidade de limpar o casco urbano e uma que prestava serviços de saneamento básico  nos bairros periféricos.
 Acrescentou que, por falta de verbas para atender os custos operacionais, a terceira operadora, que tinha compromisso de limpar a periferia, desistiu desde o passado mês de Março. Bento Luembe adiantou que, para  aliviar o ­problema que vai se tornando preocupante, não só para a administração municipal, mas também para a população em geral, foram feitos apelos às empresas que prestam serviços de construção civil e de venda de inertes, no sentido de intervirem  na remoção de focos de lixo.
“Por razões  ainda desconhecidas, este apelo ainda não foi atendido de forma satisfatória, pois das 47 empresas notificadas  compareceram apenas  dez e esta situação inviabilizou o plano  da administração, que previa organizar a recolha de lixo”, lamentou Bento Luembe, que concluiu que o problema de lixo deve ser da responsabilidade de todos os habitantes, pois as doenças provocadas por este mal  não escolhem grupos nem classes sociais.

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