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ENANA preocupada com a invasão do perímetro

Mário Clemente | Huambo

O delegado provincial da Empresa Nacional de Navegação Aérea “ENANA” no Huambo, Abel Hossi, manifestou-se ontem preocupado com o elevado número de edifícios em construção no perímetro próximo da pista do aeroporto Albano Machado, apontando que tal

Construção junto à pista do aeroporto coloca em risco a segurança aeronáutica e dos moradores
Fotografia: Arão Martins

comportamento de populares – que contam com a conivência de alguns trabalhadores dos serviços de fiscalização e urbanismo - coloca em risco a sua própria segurança e a das empresas aéreas que utilizam os serviços aeroportuários.
As construções em referência estão a ser erguidas inclusivamente junto das zonas de protecção dos equipamentos de asseguramento à navegação e não foram autorizadas pela Administração Municipal do Huambo, mas garantiu que, para pôr cobro a esta situação, foi criada uma comissão que trabalha na identificação dos proprietários e o levantamento do número de obras em construção no perímetro sem autorização.
Muitas das obras em construção no perímetro aeroportuário já foram embargadas pela Administração, porque não foram licenciadas e foram feitas à revelia pelos cidadãos.
“Apesar dos sucessivos apelos da instituição à população, mesmo assim tendem a construir edifícios precários próximo da pista do aeroporto e para garantir a segurança dos aeroportos foi criado um diploma legal número 15 de 6 de Março, que daqui em diante vai disciplinar o exercício dos servidores aeroportuários”, disse. Abel Hossi salientou que para conter a invasão do seu perímetro a ENANA vai promover um ciclo de palestras para interagir com as autoridades oficiais e tradicionais no sentido de se definir um mecanismo para que aquelas zonas que são conhecidas como áreas que servem o aeroporto sejam desocupadas.
Com o aumento de construções de residências na área está também a aumentar a quantidade de lixo, factor que atrai pássaros, situação que pode colocar em risco a segurança da navegação das aeronaves, visto que os pássaros podem introduzir-se nos reactores dos aviões, constituindo um grande perigo.
“Onde vivem pessoas produz-se lixo e o lixo produz aves, que são um elemento muito perigoso para as operações aéreas, pois, apesar de serem muito pequenas, os aviões com reactores são muitos sensíveis a qualquer elemento estranho, que ao introduzir-se no reactor podem criar problemas ao aparelho.”
Os aparelhos que se usam em Angola são fruto de um grande investimento do Estado, por isso quando se diz às pessoas para não construírem à volta do perímetro é no sentido de se preservar a vida das pessoas, a segurança nas operações e a preservação do património do Estado angolano.
O delegado da ENANA apontou como áreas mais críticas a zona da cabeceira e de manobras da pista, além das casas que foram construídas na linha central de luz, o que impossibilita a aterragem segura dos aviões no período nocturno.

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