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Enfermeiros no Bengo aprimoram conhecimentos

Edson Fontes | Caxito

A administração de remédios aos pacientes da província do Bengo vai ser feita com maior responsabilidade, nos próximos tempos, depois de um grupo de profissionais locais da saúde ter participado ontem, em Caxito, num curso sobre  medicamentos.

Autoridades locais apostam na diminuição de casos de mortes em unidades sanitárias reforçando os conhecimentos dos técnicos de saúde
Fotografia: Domingos Cadência | Edições Novembro

Realizado pela direcção executiva nacional da Ordem dos Enfermeiros de Angola, em colaboração com o núcleo provincial de formação permanente da Direcção Provincial da Saúde, o curso sobre  medicamentos visou acabar ou diminuir as falhas e as irregularidades no cumprimento de normas e princípios previstos na administração de fármacos.
A formação de curta duração visou ainda a avaliação do movimento financeiro do Conselho Provincial da Ordem dos Enfermeiros, análise das receitas e despesas, bem como avaliar os serviços de inspecção da Saúde e da Investigação Criminal e de responsáveis dos recursos humanos de unidades sanitárias públicas e privadas.
O bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Paulo Luvualo, referiu que o encontro visou ainda apresentar alguns instrumentos que começam a ser aplicados brevemente, sobretudo a divulgação do código de ética e deontologia profissional dos técnicos de enfermagem.
Paulo Luvualo disse ainda que se vai fazer a divulgação do regulamento de multas a serem aplicadas aos profissionais de enfermagem que violarem o código de ética e o estatuto da Ordem dos Enfermeiros de Angola e outra legislação vigente no país.
O bastonário avançou que o programa de formação vem dar resposta a uma das conclusões saídas no terceiro congresso, que teve como lema a “Ética e responsabilidade do desenvolvimento das actividades para o alcance dos objectivos do progresso do milénio”.
O responsável deu a conhecer que as unidades sanitárias têm recebido muitas queixas sobre maus tratos, bem como de alguma carência e de falta de cumprimento dos princípios éticos e deontológicos, daí a necessidade de responsabilizar-se, fiscalizar, regular e controlar o exercício da profissão.
O bastonário destacou que, antes disso e para maior rigor, é preciso aconselhar e desenvolver uma acção pedagógica para os profissionais de saúde, para depois passar para a acção de fiscalização propriamente dita e começar-se a sancionar os prevaricadores.

Melhorias no Bengo

A presidente da Ordem dos Enfermeiros do Bengo, Guilhermina Guilherme, considerou que a instituição, com mais de 200 profissionais inscritos, tem registado uma certa melhoria na prestação dos serviços. Estes avanços são o resultado da realização de palestras e seminários, entre outras acções, que têm ajudado significativamente na aplicação dos princípios éticos e deontológicos.
Referiu que, apesar do número reduzido de enfermeiros, a instituição pretende, dentro deste ano, inscrever todos os profissionais, de acordo com os estatutos e decretos da Ordem dos Enfermeiros de Angola.
Guilhermina Guilherme disse que nenhuma instituição deve empregar profissionais de enfermagem não inscritos, daí estar a trabalhar-se, desde Outubro de 2014, neste sentido. “A partir de Junho, vamos começar a fazer a fiscalização nas instituições”, anunciou.
A presidente da Ordem dos Enfermeiros no Bengo aproveitou a ocasião para lançar um apelo de sensibilização e motivar os colegas a inscreverem-se.
 “A nossa agenda de trabalho vai empregar somente aqueles profissionais de saúde que apresentarem os documentos legais da ordem”, rematou Guilhermina Guilherme.

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