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Engenhos explosivos ainda matam no Bié

Matias da Costa | Cuito

Um total de sete acidentes provocados por engenhos explosivos, que resultou em um  óbito, foi registado desde o início do ano na província do Bié, informou, ontem, no Cuito, o responsável local do Instituto de Desminagem, Bernabé Frederico.

Fotografia: Edições Novembro

Segundo o responsável,  no ano passado, no período homólogo, registaram-se dez acidentes pelos mesmos motivos, nos municípios de Catabola, Cuito e Andulo, que causaram cinco mortes.
“Graças as acções de sensibilização nas comunidades  sobre o perigo de circulação nas zonas consideradas de alto risco, que se está a registar uma redução de acidentes por minas”, disse Bernabé Frederico.
Em toda a província, mais de 47 hectares estão classificados como livres de minas, como resultado da destruição de 1.118 engenhos explosivos e 6. 500 munições de peque-no calibre.
Barnabé Frederico apontou que, durante o processo de desminagem, mereceram prioridade de remoção de minas as áreas da reserva fundiária e a fonte de distribuição  de água do bairro Catemo, na cidade do Cuito, e algumas zonas no município do Andulo.
“As acções de desminagem decorrem  com prioridade em locais de concentração de pessoas e em áreas importantes, como nas pedreiras, onde são retirados inertes para a reabilitação e construção das estradas”, sublinhou.
O chefe da sala operativa da Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária do Bié revelou que as autoridades locais controlam 192 áreas minadas. Ismael Brito disse que já foram tomadas providências para prevenir acidentes junto das comunidades, “sobretudo nas áreas identificadas”. 

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