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Ensino superior com mais cursos

Francisco Curihingana| Malange

A Universidade Lueji Ankonda, que superintende as províncias de Malange, Lunda-Norte e Lunda-Sul, está apostada, nesse segundo ano de existência, em aumentar a oferta de serviços e cursos em toda a região, a fim de permitir a inserção de mais jovens no ensino superior.

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Fotografia: Genivaldo Fonseca| Malange

A Universidade Lueji Ankonda, que superintende as províncias de Malange, Lunda-Norte e Lunda-Sul, está apostada, nesse segundo ano de existência, em aumentar a oferta de serviços e cursos em toda a região, a fim de permitir a inserção de mais jovens no ensino superior.
De acordo com o reitor da universidade, Samuel Carlos Victorino, que falava em Malange, durante a cerimónia de abertura do ano académico 2011, estas acções, que visam aumentar e estender os serviços da universidade, vão continuar.
Segundo o professor doutor Carlos Victorino, esta medida resulta do facto de, na altura da sua criação, as unidades orgânicas, como a Faculdade de Medicina de Malange, a Escola Superior Politécnica da Lunda-Sul e a Escola Superior Pedagógica da Lunda-Norte, estarem a ser sufocadas pela adesão de pessoas aos poucos cursos neles existentes.
O reitor explicou que havia uma distorção nos ingressos, porque as pessoas iam para essas unidades orgânicas por falta de alternativas. "Mesmo não querendo fazer Medicina, sendo a única unidade orgânica, elas eram obrigadas a aderir, embora tivessem curso médio de ciências agrárias ou religiosas".
Disse ainda que todas estas questões pesaram para a tomada de decisão na diversificação de opções, o que fez com que, durante o ano findo, fossem feitos esforços no âmbito da abertura do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, para que se abrissem novos cursos.
"Por sorte e por bem, os pedidos foram bem fundamentados com planos curriculares e indicação das possibilidades de docência e de infra-estruturas, daí ter sido autorizada a abertura de novos cursos", esclareceu.
O reitor disse que ao longo do processo de exames de acesso, os novos cursos nas áreas de Ciências da Educação, nas três províncias, e de Enfermagem, em Malange, registaram muita afluência.
Só na província de Malange, por exemplo, foram inscritos 900 candidatos para o curso de Pedagogia, sendo que boa parte deles já estão inseridos na vida profissional, leccionando em várias escolas a nível da província.

O problema das instalações

O magnífico reitor da Universidade Lueji Ankonda referiu que uma das maiores preocupações da instituição é conseguir infra-estruturas adequadas para os novos cursos.
Até agora, a universidade tem estado a partilhar as estruturas existentes. Em Malange, o curso de Enfermagem e os cursos de Ciências de Educação vão ser ministrados na mesma escola. No próximo ano, a instituição vai beneficiar de uma estrutura que já está a ser preparada.
Quanto às outras províncias, Carlos Victorino disse que os esforços para a criação de instalações estão em curso. Em Saurimo, por exemplo, existem garantias de que, no âmbito do Programa de Investimento Público, vão ser criados empreendimentos para beneficiar o ensino superior.
O Ministério do Ensino Superior, Ciências e Tecnologia também tem envidado esforços no sentido de preparar programas que visem a construção de instalações para o ensino superior, e a criação de um corpo docente próprio, proximamente, uma vez que os cursos vão funcionar com o suporte de professores colaboradores.
Com a criação de novas instalações, prosseguiu, existem garantias seguras para o alargamento das opções a nível da universidade. "A existência de infra-estruturas, um corpo docente capaz e o apetrechamento dos laboratórios com dispositivos didácticos, vão dar condições para começar qualquer curso", salientou.

Um ano de desafios

Para este ano, a consolidação das áreas académica e científica, ou seja, dos novos cursos, que devem ter coordenações apropriadas, é uma das grandes prioridades da equipa de Carlos Victorino.
Segundo ele, as comissões instaladoras e as faculdades que vão suportar os cursos existentes estão a ser criadas e acompanhadas.
Uma outra aposta é a informatização de todos os serviços da universidade, como secretarias académicas, pretendendo-se atacar esse assunto em tempo oportuno, a fim de permitir o processamento atempado de todo o trabalho académico.
A universidade vai ainda intensificar esforços com vista a tornar activa a área de pesquisa, que é um grande complemento para a área do ensino, com vista à consolidação dos conhecimentos na base da pesquisa.
No presente ano académico, saliente-se, ingressaram nas três províncias um total de 2.300 novos estudantes, números que poderão conhecer aumentos significativos nos próximos anos.

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