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Escola Mandume com mais alunos

Estanislau Costa| Luvango

A escola do I ciclo do ensino secundário "Mandume", construída no bairro Comandante Cow-Boy, arredores da cidade do Lubango, inaugurada ontem pelo governador da província da Huíla, Isaac dos Anjos, vai aumentar o número de alunos no processo de ensino e aprendizagem para pelo menos três mil crianças.

Alunos da escola do I ciclo do ensino secundário
Fotografia: Domingos Cadência

A escola do I ciclo do ensino secundário "Mandume", construída no bairro Comandante Cow-Boy, arredores da cidade do Lubango, inaugurada ontem pelo governador da província da Huíla, Isaac dos Anjos, vai aumentar o número de alunos no processo de ensino e aprendizagem para pelo menos três mil crianças.
A maioria das crianças, a ser enquadrada já a partir do segundo trimestre deste ano lectivo, consta do grupo que foi encaminhado noutros estabelecimentos há três anos, pela razão das antigas instalações terem sido entregues a Universidade Mandume Ya Demufayo.
Os encarregados de educação e alunos que em 2008 foram transferidos para outras escolas existentes na cidade do Lubango com vista a não perder o ano lectivo, estão satisfeitos com a construção do estabelecimento num local próximo.
O novo estabelecimento, apetrechado com mobiliário diverso, possui 24 salas de aula, gabinetes administrativos, sala de professores, biblioteca, ginásio, campo polivalente, lavabos, espaços verdes e outros compartimentos que vão permitir que o processo de ensino e aprendizagem se desenvolva em melhores condições.
A construção da escola, que ocupa uma superfície de dez mil metros quadrados, esteve a cargo de uma construtora local e as obras foram financiadas pelo governo da província da Huíla.
Os membros das comunidades dos bairros Comandante Cow-Boy, Mitcha, Nossa Senhora do Monte, Comercial e Minhota enalteceram o governo da província por ter construído a nova escola Mandume, capaz de matricular milhares de alunos.
Fernanda Mariana, encarregada de educação, contou que quando a antiga escola foi cedida à universidade, “houve um grande transtorno no encaminhamento dos alunos. Era uma luta conseguir lugar e ter de suportar as distâncias”.
Explicou que muitas crianças permaneceram um ano sem estudar porque os pais não estavam a altura e acostumados a percorrer grandes distâncias até aos estabelecimentos em que os filhos foram encaminhados.
A construção da escola no bairro – disse – dá maior tranquilidade aos encarregados de educação por as crianças terem melhor segurança, porque “não vão ter de atravessar todos os dias de aula a estrada, actualmente muito movimentada, nem percorrer longas distâncias para atingir a escola”.
Tomás Henriques, director da escola, garante que as condições estão criadas para o recomeço das aulas no novo edifício, mesmo no segundo semestre. “Já preparamos tudo de modo a cumprirmos com o programa do ano lectivo para não prejudicar os instruendos”, disse.
“A questão do tempo é contornável, vamos fazer um reajuste do programa escolar para recuperarmos o tempo perdido. Já sensibilizamos os 124 professores para o efeito”, disse.

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