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Escola na província da Huíla descobre vocação de alunos

Domingos Macuta | Lubango

A orientação vocacional dos alunos para a escolha de cursos adequados ao seu perfil académico e às habilidades no ensino médio é a grande aposta da direcção da Escola do I ciclo 1º de Dezembro, anunciou ontem, na cidade do Lubango, o subdirector administrativo da instituição escolar.

Filipe Tuatungo da Silva, que falava à margem de uma palestra subordinada ao tema “Promoção e divulgação dos direitos da criança”, disse que as sessões de acompanhamento do programa são realizadas pelos gabinetes de orientação e supervisão psico-pedagógica da escola, criados para o efeito.
O processo, iniciado há três anos, tem produzido efeitos desejados, uma vez que muitos alunos finalistas da 9ª classe, que desconheciam o curso a seguir nos níveis subsequentes, despertaram interesse por uma área específica.
Filipe da Silva apelou às outras unidades de ensino a seguirem o exemplo, que pode produzir resultados animadores para a preparação dos jovens motivados para contribuírem no desenvolvimento do país.
O subdirector sublinhou que além do processo de ensino e aprendizagem, a escola desenvolve uma outra vertente da formação para estimular e despertar interesse dos alunos sobre a importância da formação técnicoprofissional. A maior preocupação da escola tem a ver com a inutilização dos quatro ginásios, que actualmente são usados para fins impróprios. A falta de equipamentos nos laboratórios de química, física e biologia e de segurança são outras situações que preocupam a direcção da instituição e os alunos, que pediram a presença da brigada escolar da Polícia Nacional.
A Escola 1º de Dezembro, localizada no bairro Sofrio, arredores do Lubango, tem 34 salas de aulas e matriculou este ano lectivo mais de 2.500 alunos, que desenvolvem também actividades extracurriculares. Cerca de 300 professores asseguram o processo de transmissão de conhecimentos da 7ª à 9ª classe.
O orador principal da palestra, Mahimba Mendes, disse que a materialização dos 11 compromissos para com a criança, assumidos pelo Executivo, Organização das Nações Unidas e parceiros sociais, exige o envolvimento de toda a sociedade, inclusive das crianças.
Mahimba Mendes salientou que as crianças têm direitos, mas também devem cumprir os seus deveres, como participar na conservação das infra-estruturas e na promoção do desenvolvimento integral, de obediência aos pais, respeito dos professores e colegas e de denunciar todos os actos de violência contra si.

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