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Escolas na Lunda-Norte estão a ser vandalizadas

Isidoro Samutula | Dundo

Os directores dos complexos escolares do bairro Caxinde, Samacaca e Candjamba, no município do Chitato, Lunda-Norte, estão preocupados com os actos de vandalismo que se registam nas escolas e pedem maior intervenção das autoridades locais, com acções práticas para acabar com o mal que afecta muitas instituições de ensino.

Deputado Domingos Oliveira visitou vários estabelecimentos de ensino no município do Chitato
Fotografia: Benjamim Cândido| Edições Novembro

A preocupação foi apresentada quinta-feira, no Dundo, durante a visita do deputado da UNITA à Assembleia Nacional, pelo círculo provincial da Lunda-Norte, Domingos Oliveira, à diferentes escolas do município do Chitato, para constatar as condições de ensino e aprendizagem no presente ano lectivo.
O director do complexo escolar do bairro Caxinde, Venâncio Ichinguinheca, apontou a falta de vedação das escolas e de elementos de segurança como uma das causas que tem tornado as escolas vulneráveis, para que os marginais possam protagonizar as acções de vandalismo na calada da noite.
Venâncio Ichinguinheca referiu que a escola foi inaugurada em Fevereiro de 2015 e nunca beneficiou de energia eléctrica, o que a torna um espaço apropriado para o vandalismo, em função da escuridão.
Apontou a degradação da via de acesso àquele estabelecimento escolar como uma das razões que impedem os polícias a realizarem patrulhamento de rotina e que também cria constrangimentos aos professores e alunos, porque, como disse, a via não permite nem o acesso de motorizadas. “Os professores e alunos caminham a pé todos os dias, cerca de 500 metros, da estrada principal à escola que se localiza numa elevação”, desabafou.
A situação da falta de segurança e de vedação é também sentida nos complexos escolares do Samacaca e Candjamba, onde os marginais partem janelas e arrombam as portas, para roubarem as carteiras e outros meios necessários para o processo de ensino e aprendizagem, deixando as salas de aula com poucas carteiras, para o número de alunos exigido na reforma educativa.
O deputado Domingos Oliveira considerou que a questão de vandalismo nas escolas é uma preocupação que deve ser combatida, para que o Governo não volte a gastar mais recursos para a aquisição de meios que já existiam numa instituição e que poderiam servir para apetrechamento de outras escolas.
Ressaltou a importância e o papel que os órgãos policiais devem desempenhar para garantir a segurança das escolas, sobretudo a Brigada Escolar da Polícia Nacional, para evitar enormes prejuízos, que podem colocar em causa o desenvolvimento do sector da Educação.
O deputado da bancada parlamentar da UNITA disse ter constado, de uma forma geral, que as escolas ressentem a falta de carteiras e salas de aula e em alguns casos estão superlotadas, por faltas de mais escolas, principalmente na periferia da cidade.
Domingos Oliveira destacou a necessidade de construção de mais escolas, para que se possa observar a norma estabelecida de 35 alunos numa sala de aula, o que facilita o nível de aprendizagem.
Domingos Oliveira disse ter recebido garantias do Ga-binete Provincial da Educação que a questão das carteiras e de excesso de alunos nas salas de aula, assim como a falta de professores, será ultrapassada nos próximos tempos, por haver um esforço para o apetrechamento das escolas, a construção de novas salas de aula e o enquadramento de novos professores, aprovados no último concurso público.
A administradora municipal adjunta do Chitato para o sector Social, Helena Sapa-lo, informou ao deputado que a Administração Municipal está atenta a todas as preocupações apresentadas pelas direcções das escolas, sobretudo a falta de vedação e do asseguramento das instituições escolares a nível do município.
Helena Sapalo justificou a falta de acesso ao complexo escolar do bairro Caxinde como consequência da degradação da via, em função das chuvas, tendo em conta que é uma estrada precária. Garantiu que está em carteira a reabilitação da mesma, com trabalhos de terraplanagem, logo que haja a disponibilidade financeira. 

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