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Escolas em Menongue são vandalizadas

Nicolau Vasco | Menongue

Um total de dez escolas do primeiro e segundo ciclos, da cidade de Menongue, foi assaltado, no período de Janeiro a Julho do ano em curso, tendo-se os meliantes apoderado de grandes quantidades de carteiras, computadores,

Além da acção dos meliantes há também o problema dos alunos que arremessam pedras contra as janelas e portas de vidro das escolas
Fotografia: Nicolau Vasco | Menongue

tomadas de electricidade e de outros equipamentos escolares, informou ontem o director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia.
Miguel Canhime disse que na escola 17 de Setembro, situada nas imediações do bairro Paz, os assaltantes levaram consigo cerca de cinquenta computadores do projecto “Meu Camba”.
O director provincial disse que estas acções de vandalismo são praticadas na maior parte dos casos pelos próprios alunos ou com a colaboração destes, tendo apelado aos encarregados de educação no sentido de sensibilizarem os seus educandos sobre este comportamento reprovável.
“Os furtos constantes nas escolas acontecem espontaneamente, porque muitos estabelecimentos estão desprotegidos, pois o sector da Educação há vários anos que não insere guardas auxiliares e qualificados”, por causa da exiguidade de vagas atribuídas ao sector. 
Segundo Miguel Canhime, a Direcção Provincial da Educação está a trabalhar com a Polícia Nacional para contrapor a situação que, além de Menongue, também está a conhecer contornos alarmantes nos municípios do Calai, Cuito Cuanavale, Cuchi e Mavinga. Em função da situação, os directores das escolas foram orientados a desenvolver um aturado trabalho de sensibilização dos alunos e encarregados de educação e a levaram ao conhecimento destes as consequências que tais actos podem trazer.
O director provincial disse que muitos dos meios furtados nas escolas, sobretudo carteiras, têm sido vistos com frequência em óbitos e festas de casamento, estando em curso uma aturada investigação em como estes meios vão lá parar, para que os seus responsáveis sejam responsabilizados criminalmente.
 Miguel Canhime sublinhou que, além da acção dos meliantes, há também o problema dos alunos que arremessam pedras contra as janelas e portas de vidro das escolas e escrevem palavras obscenas nas paredes ou muros de vedação das mesmas, uma atitude condenada pela sociedade.

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