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Escuteiros analisam situação ecológica

Victória Quintas | Huambo

Cerca de cem escuteiros, de todos as províncias, analisaram, durante três dias, na cidade do Huambo, a situação ecológica do país, em fórum nacional promovido pela Associação Nacional dos Escuteiros de Angola.

 

Cerca de cem escuteiros, de todos as províncias, analisaram, durante três dias, na cidade do Huambo, a situação ecológica do país, em fórum nacional promovido pela Associação Nacional dos Escuteiros de Angola.
O evento decorreu sob o lema, “Escuteiro ecológico para um mundo saudável” com objectivo de divulgar e despertar os escuteiros e a juventude sobre os problemas ambientais que estão a surgir no país e procurar soluções para os mesmos.
O secretário regional para a formação de jovens, Ernâni Morguier, referiu que falar de ecologia não é apenas falar sobre a plantação de árvores ou recolha de resíduos, mas também do comportamento das pessoas, como factor para a preservação ambiental. 
Os participantes reflectiram ainda sobre o perfil do escutismo, estatuto e regulamento da Associação dos Escuteiros de Angola; introdução ao ambiente e legislação ambiental, alterações climáticas, camada do ozono, aquecimento global e poluição.
Temas como escutismo e o ambiente, desenvolvimento regional sustentável, gestão de resíduos sólidos, estudo de impacto ambiental, características fundamentais do escutismo, bem como a silvicultura, plantação de árvores e contenção de ravinas, foram também discutidos nos três dias do fórum.
Para aliar a teoria à prática, os escuteiros deslocaram-se à zona de Santa Iria, arredores da cidade do Huambo, onde estão plantadas mais de 10 mil árvores pela direcção provincial de Urbanismo e Ambiente, para a contenção da ravina que existe no local. Os escuteiros repuseram as plantas mortas e plantaram capim elefante, o vulgo “olondeia.”    
No fim no encontro, foi recomendado o reforço da capacidade de intervenção do comité do fórum, de modo a ser mais actuante na sua missão.
“Que se incluam nas acções formativas dos dirigentes temas relacionados com a preservação do ambiente, para que estes possam orientar a implementação de acções concretas nesse domínio,” recomendaram os participantes.
Reconhecem a necessidade de continuar-se a realizar pequenas acções no domínio da protecção e conservação do ambiente e recomendaram a realização de acções de formação sobre a elaboração de projectos e a criação de viveiros para a reprodução de plantas.
O fórum tomou nota da experiência do Kwanza-Sul, relativamente ao apadrinhamento de árvores aos escuteiros, ou seja “um escuteiro uma árvore” e recomendam a sua aplicação a nível nacional.

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