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Estrada cortada isola vila do Soyo

João Mavinga| Mbanza-Congo

A ligação terrestre entre Soyo, Mbanza Congo e o resto do país, está cortada há dez dias devido ao corte no troço entre as localidades do Mangue Grande, Tombe, Kifuma e a aldeia de Kitona, última localidade que dista 18 quilómetros da cidade petrolífera do Soyo.

Muitos carros e alguns camiões que asseguram o processo de transporte de combustível estão retidos na estrada cortada ao trânsito
Fotografia: João Mavinga| Mbanza Congo

A ligação terrestre entre Soyo, Mbanza Congo e o resto do país, está cortada há dez dias devido ao corte no troço entre as localidades do Mangue Grande, Tombe, Kifuma e a aldeia de Kitona, última localidade que dista 18 quilómetros da cidade petrolífera do Soyo.
O governador provincial, Pedro Sebastião, preocupado com a situação, criou uma comissão técnica de emergência integrada por especialistas das Obras Públicas e Instituto Nacional de Estradas de Angola, com a qual se deslocou na madrugada de terça-feira à região, para definir estratégias no sentido de resolver a situação. Pedro Sebastião aproveitou para inspeccionar todos os troços críticos da região.
O isolamento do Soyo do resto da região, está a causar preocupação aos habitantes. Mas Mbanza Congo está privada do fornecimento de energia eléctrica, desde a semana passada, por falta de combustível e o abastecimento habitualmente é feito por estrada, o que vai agravar ainda mais a situação, enquanto a estrada não for reaberta. Alguns camiões, entre os quais, cisternas ao serviço do Governo Provincial do Zaire, que asseguram o processo de transporte de combustível a partir do Soyo para Mbanza Congo estão retidos na estrada cortada ao trânsito.
A falta de combustível também levou à paralisação do sistema de captação que assegura o processo de abastecimento de água potável aos habitantes de Mbanza Congo. O problema, segundo declarações de Silvano Daniel Tabita, antigo director do Zaire das Obras públicas, pode tomar outros contornos, na medida em que a via está intransitável para qualquer tipo de veículo, excepto, para tractores de esteiras.
"A via do Soyo para Mbanza Congo habitualmente está mal mas agora ela está péssima.
As obras de terraplanagem que começaram nesta via, tornaram-na lamacenta devido à utilização de terra argilosa", afirmou Silvano Daniel Tabita. O município do Soyo dista 357 quilómetros da capital da província, Mbanza Congo. O antigo responsável das Obras públicas, hoje director do Zaire dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, deixou um apelo para que as autoridades evitem situações catastróficas. "Eu estou preso no Soyo e não sei como sair daqui, para regressar a Mbanza Congo. Já fiquei enterrado duas vezes neste troço", explicou Silvano Tabita.
O Soyo depende dos municípios de Tomboco, Mbanza Congo, Cuimba, Nzeto e Nóqui em produtos agrícolas.  
Os habitantes do município têm em Muanda, na República Democrática do Congo, a única alternativa para se abastecerem de produtos de primeira necessidade enquanto a estrada nacional estiver cortada ao trânsito.
A província do Zaire continua a viver muitos problemas no capítulo da circulação de pessoas e bens devido ao estado calamitoso das vias de acesso. Ao longo da estrada do Soyo em direcção ao município do Nzeto, são visíveis os estaleiros equipados de material para a efectivação das obras de reparação da estrada.
O quadro rodoviário é complicado porque tarda a execução do projecto da construção da auto-estrada entre os municípios do Nzeto e Soyo. Situação idêntica regista-se na via entre Nzeto, Rio Loge e Libongos. As duas estradas aguardam pelos trabalhos de colocação do tapete asfáltico, já que de Mbanza Congo ao Nzeto a circulação é feita com fluidez, devido à conclusão das obras que culminaram com a colocação do tapete asfáltico num percurso de 250 quilómetros.

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