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Estratégias para o combate ao trabalho infantil no país

A directora provincial da Assistência e Reinserção Social, Marinela Sendala, defendeu, sexta-feira, em Benguela, a necessidade de se criarem estratégias para o combate ao trabalho infantil e o envolvimento de todos os parceiros nos programas que visam a promoção do bem-estar da criança e os seus familiares.
 

A directora provincial da Assistência e Reinserção Social, Marinela Sendala, defendeu, sexta-feira, em Benguela, a necessidade de se criarem estratégias para o combate ao trabalho infantil e o envolvimento de todos os parceiros nos programas que visam a promoção do bem-estar da criança e os seus familiares.
Falando no encerramento do workshop regional sobre “A erradicação do trabalho infantil em Angola”, que decorreu nos dias 24 e 25, a também coordenadora adjunta do conselho provincial da criança disse que “educar uma criança é garantir o desenvolvimento de uma sociedade”.
Avançou que o governo tem estado a criar mecanismos de articulação para que todos os actores sociais estejam envolvidos nos programas dirigidos às crianças e que sejam executados de uma forma coordenada, com a participação directa da sociedade civil.
Para tal, deu a conhecer a existência de alguns programas já em curso, como o programa de combate à delinquência, SOS crianças, o Julgado de Menores, a expansão da rede de protecção à criança, a educação e identidade da primeira infância, os programas de geração de trabalho e renda, a disseminação dos 11 compromissos assumidos pelo governo e parceiros sociais, entre outros.
Marinela Sendala recordou aos participantes o discurso proferido pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ao executivo angolano aquando da cerimónia de promulgação da nova Constituição, em que se deve igualmente promover a assistência e providência social, garantindo o apoio e protecção aos deficientes, idosos e antigos combatentes, através da integração social e da protecção integral dos direitos da criança, erradicando o fenómeno social dos meninos de rua e combatendo o trabalho infantil.
No encontro, promovido pela Direcção Provincial do Instituto Nacional da Criança (INAC), em Benguela, numa parceria com o projecto das organizações não-governamentais ONJOI, da CCF e a World Learning, foram debatidas questões sobre “a situação do trabalho infantil em Angola”, “a legislação internacional e nacional sobre o trabalho infantil e o seu impacto no sector informal em Angola”. O evento, orientado pelo chefe de departamento nacional do INAC, Paulo Calessi, contou com a presença de responsáveis dos sectores sociais do governo a nível da região Centro e Sul, chefes de departamentos do INAC e representantes dos órgãos da sociedade civil das províncias de Benguela, Luanda, Cabinda, Kwanza-Sul, Bié, Huambo, Huíla, Namibe e Cunene.
A exploração do trabalho infantil é uma preocupação dos governos em todo o mundo.

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