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Exigida transparência na venda de residências

Domingos Mucuta | Lubango

Um grupo de jovens na província da Huíla, pediram ontem, ao Governo Provincial e a empresa responsável pela venda das oito mil casas da centralidade da Quilemba, arredores da cidade do Lubango, tranparência no processo de distribuição.

Centralidade da Quilemba foi construída há mais de um ano e continua sem moradores
Fotografia: Arão Martins| Edições Novembro

O pedido foi expresso durante o primeiro encontro provincial de auscultação à juventude da província, promovido pelo Conselho Provincial da Juventude da Huíla, orientado pelo director do Gabinete Cultural, Turismo, Juventude e Desportos, Joaquim Tyova.
Os jovens  pediram mais divulgação das informações sobre as modalidades de aquisição das casas, de modo a permitir que todos concorram em pé de igualdade.
O representante da Juventude do Partido de Renovação Social (JURS), Eugénio Kajiko,  disse estar  preocupado com a morosidade na definição da data de abertura das candidaturas para a compra de casas na centralidade da Huíla.
O secretário municipal da Juventude Patriota Angolana (JPA) da CASA-CE, Miguel Kutalica, disse que o silêncio que se regista no processo de venda das casas na centralidade da Quilemba, construída  há mais de um ano, “ é estranho”. O líder juvenil disse que “a falta de transparência tem contribuído para  a injustiça”. “Temos um ciclo vicioso na Huíla. As pessoas que já têm casa nos bairros sociais da Juventude da Chibia, Humpata, Cacula fo-ram de novo priorizadas na centralidade da Quilemba”, afirmou.
Sobre o acesso à habitação, João Livanga, considera fundamental resolver primeiro o problema do desemprego para que os jovens tenham rendimento para poderem aceder às casas do Estado ou construir habitação própria, ao abrigo da política da autoconstrução dirigida.
O segundo-secretário provincial da JMPLA na Huíla, Paulino Tchipoque, que considera os critérios claros e transparentes, defende também a revisão do preço e das prestações mensais para que os jovens com baixo rendimento possam aceder às mesmas.
O secretário municipal da Juventude Revolucionária de Angola (JURA), organização juvenil da UNITA, João Livan-ga, considera um caso problemático, o acesso ao crédito por falta de clareza e excesso de burocracia.

Exclusão do concurso da Educação
Durante o encontro, o responsável do Conselho Municipal da Juventude na Matala, Martinho Gabriel,  disse que o elevado índice de desemprego no município e as interrupções dos concursos públicos para admissão de funcionários na Administração Pública atrasa o crescimento da Mata-la. “O sector da Educação, por exemplo, no momento de admissão de pessoal não recruta jovens formados nas instituições de ensino”, disse.
O secretário municipal da Juventude Patriota An-golana (JPA) da CASA-CE, Miguel Kutalica, frisou que o Executivo  deu prioridade apenas  à expansão do ensino geral, quando ao mesmo tempo devia apostar na formação de professores nos municípios.
O segundo-secretário da JMPLA na Huíla, Paulino Tchipoque, disse que a admissão de professores deve obedecer a rigorosos critérios, sob pena de colocar em causa a qualidade do ensino. 
O director do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, Joaquim Tyova, que orientou o encontro, assegurou que o Governo da província da Huíla conhece as principais preocupações da juventude e trabalha no sentido da sua solução.
O presidente do Conselho Provincial da Juventude na Huíla, Filipe Kameya, disse que o evento permitiu auscultar e criar um circuito de intercâmbio entre a juventude e o Governo.

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