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Explosões causaram três mortos em 2019

Matias da Costa | Cuito

Pelo menos três pessoas morreram na província do Bié, no ano passado, na sequência do manuseamento inadvertido de engenhos explosi-vos, como granadas de mão e morteiros.

Autoridades reforçam as acções de desminagem na região
Fotografia: Weza Pascoal | Edições Novembro

Segundo Ismael Sapi, oficial de ligação e informação da Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH), no total foram registados dez incidentes, ao longo do ano passado.

Durante as acções operacionais desenvolvidas entre 2018 e 2019, a província não registou vítimas mortais por explosão de minas. Mesmo assim, a CNIDAH incluiu, na sua base de dados, 125 campos minados. No total, existem 204 zonas suspeitas na província do Bié.
Ismael Sapi explicou que a província passou a contar com três organizações dedicadas à desminagem, nomeadamente o Instituto Nacional de Desminagem (INAD), a Unidade Militar da Presidência da República e a organização não-governamental Hallo Trust, que vão permitir estender as actividades a todos os municípios da província.
Ainda em 2019, a CNIDAH reporta no seu relatório que foram clarificadas 355 mil e 456 metros quadrados de terras, removidas 35 minas anti-pessoais, 36 minas anti-tanque, mais de dois mil engenhos diversos e cerca de quatro mil munições de pequenos calibres.

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