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Fabricantes de carvão atropelam as normas

Sónia Maria | Mucari

O abate indiscriminado de árvores, para o fabrico de carvão, está a aumentar no município de Caculama, província de Malanje, facto que preocupa as autoridades locais, devido aos danos ambientais que podem advir no futuro, com realce para a desflorestação.

Comércio ilegal de madeira está a crescer em Malanje
Fotografia: Edmundo Eucílio | Bengo | Edições Novembro

A informação foi prestada pelo chefe do Instituto de Desenvolvimento Florestal, Domingos Dias, que disse que o abate indiscriminado de árvores pode provocar a erosão dos solos, ravinas, seca, diminuição da biodiversidade, imobilização da crosta terrestre, diminuição da fertilidade das terras e da produtividade agrícola, alteração do ciclo hidrológico e contaminação das águas.
O chefe do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDA) alertou que a desflorestação tem efeitos graves, como aquecimento global e a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera. Domingos Dias lamenta o facto das actividades agrícolas terem sido relegadas para segundo plano pela população, que se dedica ao abate constante de árvores, o que está a contribuir para a extinção de espécies animais e vegetais.
Segundo fez saber o responsável, as vias de Dala Quinguangua, Quisua Kaka e Xingahamba foram as mais atingidas pela desfloração, devido ao abate de árvores e por serem alvos constantes de queimadas para o fabrico de carvão.
Precisou que a melhor forma de gestão da floresta é a reposição das plantas devastadas, de modo a contribuir para a arborização e reduzir a quantidade de radiação que atinge o solo.
O responsável do Instituto de Desenvolvimento Florestal referiu que tem sido difícil controlar o índice de transgressões florestais, devido ao défice de pessoal qualificado, pois o sector conta apenas com um fiscal.
“Vamos continuar a realizar acções de sensibilização nas comunidades, através de palestras e debates, para consciencializar a população no sentido de reduzir as acções contra as florestas por constituir  dano  à natureza”, concluiu.

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