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Falta de água potável causa doenças

Joaquim júnior | Ambuíla

Um total de 1.030 casos de uma doença provocada por vírus (esquistossomoses) foi registado, no ano passado, nas aldeias de Lambo e Savanga, município de Ambuíla, informou ontem o chefe do laboratório do centro municipal de saúde.

Nos dois primeiros meses deste ano surgiu a“schistosoma mansoni” provocada pelo consumo impróprio de água sem estar tratada
Fotografia: Jornal de Angola

Nguindo Paca disse que, nos dois primeiros meses deste ano, já foram registados quatro novos casos da doença nas duas aldeias. Também há casos de uma doença, a “schistosoma mansoni”, provocada pelo consumo de água imprópria.
O responsável referiu que a falta de um sistema de abastecimento de água potável naquelas localidades está na base do surgimento das doenças intestinais, uma vez que as populações consomem a água dos rios e lagoas.
Como medidas de prevenção da doença, os consumidores, sobretudo crianças, devem ferver ou desinfectar a água, para evitar a propagação das doenças.
Apesar de não ter causado ainda vítimas mortais, as doenças constituem um grande problema de saúde pública no município, atacando sobretudo crianças e idosos.
Explicou que a “schistosoma mansoni” é uma doença intestinal que ataca mais o sistema digestivo e urinário. Os pacientes apresentam dores de barriga, urina acompanhada de gotas de sangue e endurecimento da parte umbilical. Nguindo Paca apontou como solução definitiva para o problema, a construção de um sistema de captação e tratamento de água potável nas aldeias de Lambo e Savanga.
O administrador municipal adjunto de Ambuila, Luís Banda, reconheceu que existem dificuldades na aplicação de medidas mais adequadas para estancar a propagação da doença, uma vez que as vias de acesso às aldeias estão intransitáveis. A aldeia Lambo está separada de Ambuíla pelo rio Vamba.  Para atingir a localidade, que dista 90 quilómetros da vila, as populações fazem o percurso a pé. Dai a necessidade da construção de uma ponte sobre o rio, para garantir a circulação de pessoas e bens. “A situação é do conhecimento do governo e constitui grande preocupação. Espero que num futuro breve, a situação seja resolvida para poderemos devolver a saúde às populações”, disse. O administrador adjunto referiu que apesar das equipas técnicas de saúde estarem a ser mobilizadas para acudirem as populações afectadas, “os cuidados de saúde vão ser cada vez mais difíceis de garantir devido às chuvas torrenciais na região”.

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