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Falta de bancos atrasa pagamento de salários

Marcelino Dumbo * | Huambo

A falta de agências bancárias nos municípios do Tchindjendje, Ukuma, Longonjo, Mungo, Catchiungo, Londuimbale, Tchicala Tcholohanga e Ekunha, está a dificultar o pagamento de salários aos funcionários públicos.

A falta de agências bancárias nos municípios do Tchindjendje, Ukuma, Longonjo, Mungo, Catchiungo, Londuimbale, Tchicala Tcholohanga e Ekunha, está a dificultar o pagamento de salários aos funcionários públicos.
A preocupação foi manifestada, ontem, ao Jornal de Angola, por alguns funcionários públicos e do sector privado destes municípios, que se encontravam nas agências do BPC na cidade do Huambo. Paulina Kuayela, Angelina Twakwame e António Vissapa, provenientes dos municípios do Longonjo, Tchindjenje e Ukuma, defendem a instalação urgente de agências bancárias nas suas localidades para evitarem as deslocações à sede da província e gastos em táxis. Apontam ainda que, apesar das enchentes, tem sido hábito levantarem o salário nos balcões do BPC no município da Caála, por estar mais próxima das suas áreas.
Os trabalhadores deslocam-se também à sede da província para aquisição de empréstimo bancário. Anastácio Paquete e Abel Sequesseque, oriundos dos municípios do Catchiungo e Tchicala Tcholohanga, afirmaram que a situação dos salários junto dos bancos tem vindo a condicionar o bom funcionamento das actividades laborais. Os funcionários dos municípios pedem ao Governo da Província a instalação das agências bancárias nas localidades, para evitar deslocações e receberem os seus ordenados em locais mais próximos.

Nova fábrica de chapas

A Província do Huambo conta com mais uma fábrica de chapas de zinco, inaugurada nesta cidade, e que ajuda a suprir o défice deste material de construção que se via no mercado local.
A fábrica, pertencente à empresa Pavi-Metálica, está localizada na zona industrial do bairro São João.  Produz chapas de zinco para a construção civil e o projecto custou milhão e meio de dólares.
 O Jornal de Angola soube que, numa primeira fase, a fábrica abre mais de uma dezena de postos de trabalho, entre pessoal técnico e administrativo.
De acordo com o sócio gerente, Paulo Victor, a unidade vai produzir, em média diária, 1.400 chapas de zinco, entre caneladas, tríadas e colherias. “Abrimos a fábrica de produção de chapas de zinco, de canelada e tríadas e importámos toda esta maquinaria a partir da China. Teremos uma produção diária de 1.400 chapas”, apontou Paulo Victor. A fábrica não abriu por enquanto ao comércio por estar a decorrer ainda o processo de selecção do pessoal. Estão também a ser criadas as condições técnicas, materiais e administrativas e a documentação a partir da Direcção Provincial da Indústria e Geologia e Minas.

Estudantes universitários
visitam locais históricos

Os estudantes do Instituto Superior Politécnico do Huambo, da Universidade José Eduardo dos Santos e professores de diferentes nacionalidades, visitaram, na terça-feira, as Pedras de Candumbo, no município da Tchikala Tcholohanga, no quadro das festividades do  Dia de África.
Zeferino Samuel Lucas, presidente da associação dos estudantes do Instituto, disse que estas actividades devem ser realizadas muitas vezes, e por qualquer cidadão, para que conheçam mais sobre o país e o continente africano.
O regedor da ombala Candumbo, Casimiro Paquissi, agradeceu a visita dos estudantes e disse que a província tem muitos lugares históricos e histórias para serem contadas às novas gerações, como o forte do Candumbo. O forte do Candumbo é símbolo de resistência dos angolanos aos portugueses. Para se protegerem, os angolanos tinham de se refugiar na pedra. No local não é permitido tirar fotografias sem autorização, sem antes cumprir os rituais orientados pelos sobas, que consistem na entrega de presentes, algumas bebidas, comida e óleo de palma, antes de pôr os pés no local.
A maioria dos estudantes considerou que a visita foi proveitosa, contribuiu para a aquisição de novos conhecimentos da história de Angola.

Dança saúda Dia de África

A Companhia de Dança Contemporânea de Angola realizou, na terça-feira, no auditório da Rádio Huambo, sessões de dança, em saudação ao 25 de Maio, Dia de África. Ana Clara Guerra Marques, directora da companhia, disse, no final do espectáculo, que as peças apresentadas são fruto de profundas investigações, feitas ao longo de muitos anos e retratam a tradição angolana, com base nos contos orais. Acrescentou que as suas coreografias em muitos casos se reflectem nas histórias dos personagens fantásticos, contados pelos antepassados e transformados em dança. “Este espectáculo é muito difícil e as pessoas não estão habituadas, visto que o estilo não é vulgar, mas ajuda as pessoas a viaja-rem dentro do mundo do imaginário, e fazer aproximação entre o público e a dança”, disse Ana Clara.
Para o director provincial em exercício da cultura, João Afonso, a reacção dos presentes ao espectáculo foi forte, pela capacidade imaginária dos coreógrafos e os esquemas das suas danças. A apresentação do grupo foi um espectáculo multidisciplinar, inspirado na tradição oral angolana, conduzindo o público pelo misterioso, sugerido pelos contos, lendas e personagens, num encontro entre a dança, a música e as artes plásticas. A companhia de Dança Contemporânea foi criada em Dezembro de 1991. É a primeira do género em África e única com estatuto profissional em Angola. É constituída por bailarinos com formação técnica.

* Com Juliana Domingos, Estácio Camassete e Justino Vitorino

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