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Falta de combustível trava os transportes

Elautério Silipuleni|Ondjiva

As operadoras de transportes públicos na província do Cunene manifestaram-se, ontem, preocupadas com as constantes falhas que se registam na distribuição de combustíveis nas bombas de abastecimento da região.

Entrada em funcionamento de autocarros públicos está a facilitar a deslocação de pessoas em todas as províncias
Fotografia: Filipe Eduardo

As operadoras de transportes públicos na província do Cunene manifestaram-se, ontem, preocupadas com as constantes falhas que se registam na distribuição de combustíveis nas bombas de abastecimento da região.
Estas falhas, segundo o responsável para as operações da empresa Cunene Vally Transportes Lda, Gaspar de Almeida, têm trazido várias consequências para as operadoras locais.
Para minimizar os embaraços provocados pela escassez de combustíveis, o responsável disse ser necessário duplicar a capacidade de transportação nos autocarros e o armazenamento de combustíveis para que existam stocks.
A directora provincial dos Transportes, Correios e Telecomunicações, Maria de Fátima Ndilipo, sublinhou que a problemática dos combustíveis na província do Cunene afecta quase todos os sectores, mas garantiu que o governo está a envidar esforços no sentido de resolver a situação o mais rápido possível. Neste momento, encontra-se em construção o centro de armazenamento de combustível da Omupanda, um empreendimento que poderá resolver este problema que a província enfrenta.
O mau estado das estradas na província é outro dos principais problemas que concorrem para que as operadoras de transporte não consigam funcionar no seu melhor.
O director da Cunene Vally Transportes disse que a deterioração das estradas da província tem estado a contribuir para a degradação acelerada dos autocarros que prestam serviços de transporte de passageiros.
A condução nestas estradas requer muitos cuidados por parte dos motoristas que circulam diariamente nestas vias. Assim, as viagens são mais demoradas, o que impede que as empresas facturem mais.
Na província do Cunene, as operadoras de transportes públicos são a Cunene Vally Transportes Lda, Otchietekela, Jomabarte Lda, Casa Ferchi, TSA Transportes Lda e Organizações Bauloca.

Utentes satisfeitos

Os utentes dos serviços de transportes públicos estão bastante satisfeitos com o aumento de autocarros na província, por estes meios estarem a facilitar a transportação de pessoas e bens entre a cidade e aldeias distantes.
Muitos cidadãos disseram ao Jornal de Angola que antes da entrada em funcionamento dos autocarros eram constantes os atrasos aos locais de trabalho e de aulas, por causa das distâncias que percorriam a pé.
Os munícipes dizem que a entrada em funcionamento dos autocarros está a obrigar os taxistas, vulgo candongueiros, a melhorar cada vez mais os seus serviços e a respeitar também os passageiros, cobrando a tarifa estipulada pelo Governo.
Os autocarros públicos, que foram concedidos à várias empresas na província, saliente-se, estão a prestar serviços de transporte colectivo de passageiros para áreas peri-urbana, urbana, intermunicipal e inter-provincial, permitindo a circulação fácil e rápida de pessoas e mercadorias em diferentes pontos da região. As empresas que fazem a gestão dos autocarros públicos e os taxistas trabalham em colaboração com a direcção provincial dos Transportes, Correios e Telecomunicações no Cunene, no sentido de melhor definirem as rotas de circulação e paragens.

Principais beneficiários

Os principais beneficiários da entrada em funcionamento dos autocarros são os estudantes e funcionários públicos. Parte considerável destes estuda e trabalha em locais muito distantes das suas zonas de residência.
O Jornal de Angola constatou que existem alunos que fazem cerca de 20 quilómetros para assistir as aulas. Esta distância, que era muitas vezes feita a pé, ficou encurtada com a entrada em funcionamento dos transportes públicos.
A directora provincial dos Transportes, Correios e Telecomunicações, Maria de Fátima Ndilipo, disse que o governo provincial orientou as operadoras a priorizarem as rotas mais utilizadas pelos alunos e funcionários públicos.

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