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Falta de professores e laboratórios condiciona curso

Carlos Paulino | Menongue

A falta de professores e de laboratórios na Escola de Formação de Técnicos Médios de Saúde de Menongue, província do Cuando Cubango, condiciona a abertura de mais cursos e o pleno funcionamento da instituição.

A Escola de Formação de Técnicos Médios de Saúde de Menongue conta com três laboratórios com falta de apetrechamento e professores
Fotografia: Nicolau Vasco | Menongue

Em entrevista ao Jornal de Angola, o director da escola, José Domingos Dala, disse que o estabelecimento escolar inaugurado em Julho de 2013 e com 19 salas de aulas, foi concebido para leccionar 12 cursos mas devido a algumas dificuldades até agora só funcionam quatro cursos.
José Domingos Dala acrescentou que  no presente ano lectivo foram matriculados 975 alunos da décima e da 11ª classes nos cursos de análises clínicas, enfermagem, farmácia e fisioterapia, estando por abrir as especialidades de saúde ambiental, anatomia patológica, cardiopneumologia, ortoprotesia, ortóptica, nutrição e dietética, radiologia e  estomatologia.
A instituição conta com três laboratórios a que falta  apetrechamento, e pretende criar uma biblioteca. José Domingos Dala informou que o estabelecimento escolar tem 60 professores, dos quais 30 docentes em regime de colaboradores que desde o ano passado não recebem remunerações.
José Domingos Dala disse que se esta situação não for resolvida até o princípio do próximo ano, que passa necessariamente pelo ingresso de mais professores, sobretudo especializados nos cursos que ainda não arrancaram e o apetrechamento dos laboratórios, a instituição que dirige não vai matricular novos estudantes.
 “Com estas condições criadas, necessárias para formar permanente quadros capazes,  damos resposta aos  constrangimentos de falta de técnicos qualificados nas unidades sanitárias para fazer face às doenças mais frequentes na região, como a malária, diarreias e problemas respiratórios agudos”, garantiu José Domingos Dala, que solicitou ao Governo da província que solucione o mais breve possível as dificuldades que a Escola de Formação de Técnicos Médicos de Saúde enfrenta para o seu normal funcionamento.
 “Só teremos um ensino de qualidade se colocarmos à disposição dos alunos laboratórios  equipados e uma biblioteca para que possam conciliar a teoria com a prática”, concluiu. 

Instituto do Emprego

O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (Inefop) na província do Cuando Cubango está a registar nos últimos tempos uma adesão considerável de  empresas, sobretudo do ramo da construção civil, que solicitam jovens formados para serem empregados.
 A informação foi avançada pelo director do centro de emprego, Paulo Cambinda,  que acrescentou que nos últimos três anos a sua instituição empregou 135 jovens formados em diferentes especialidades, com realce para alvenaria, canalização, mecânica-auto, serralharia, electricidade, informática, secretariado, gestão e contabilidade.
 Paulo Cambinda disse que as empresas de construção civil que mais solicitam  jovens formados são a Edifer-Angola, Zagop, Imbondex e NNN-Engenharia,   integradas nas tarefas de reconstrução da província, principalmente na construção e reabilitação de estradas, pontes, habitação, escolas, unidades sanitárias, entre outras infra-estruturas sociais. O director do centro de emprego salientou que este ano o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional inscreveu 927 candidatos, dos quais 224 mulheres, 198 ex-militares e deficientes físicos que pretende adquirir um curso profissional para a sua reintegração na sociedade.
Paulo Cambinda informou que destes candidatos, 260 estão inscritos na especialização de informática, 152 na electricidade, 84 na mecânica, 75 na agricultura, 72 na contabilidade, 70 na canalização, 57 na alvenaria, 48 na secretariado e gestão, 44 na serralharia, 35 em inglês, 23 no corte costura, cinco na carpintaria e dois na pastelaria e culinária.
 O director do centro de emprego que a nível da província do Cuando Cubango existe um centro integrado de Menongue, três centros móveis de formação profissional, um pavilhão de artes e ofícios nos municípios do Cuito Cuanavale e outro no Cuchi. Paulo Cambinda anunciou que o Inefop tem como perspectiva nos próximos tempos a abertura de mais cursos, sobretudo de electrónica, fotografia, frio e decoração, tendo em vista a procura.
O director do centro de emprego explicou que o facto de se registar ainda na província uma fraca adesão das mulheres aos centros de formação profissional, uma situação que contribui negativamente para o seu ingresso no mercado de trabalho.
Paulo Cambinda salientou que  a sua instituição controla 16.280 trabalhadores, dos quais 8.965 da função pública e 7.321 do sector privado, dos quais 755 estrangeiros.

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