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Falta de salas compromete ano lectivo

Valter Gomes | Uíge

O reduzido número de salas de aula do I ciclo na aldeia do Dambi, a cerca de 28 quilómetros da cidade do Uíge, está a criar dificuldades à maior parte dos alunos que transitam para a 7ª classe, uma situação que preocupa pais e encarregados de educação.

Muitas crianças da aldeia de Dambi ainda frequentam aulas debaixo de árvores
Fotografia: M. Machangongo

Devido a esse problema, os estudantes da aldeia do Dambi são obrigados a percorrer longas distâncias para dar continuidade aos estudos. No presente ano lectivo, estão matriculados 641 alunos da iniciação à 6ª classe. A formação é assegurada por sete professores, número insuficiente para responder à demanda.
O regedor do Dambi, João Bondo, considerou preocupante a situação, uma vez que os alunos que transitam para a 7ª classe vêem-se obrigados a percorrer longas distâncias a pé, suportando o sol e a chuva. A regedoria conta com cinco escolas, sendo três na sede do Dambi, uma na aldeia Piqui e outra no Quimbungo.
“Há dois anos fizemos um levantamento em toda a regedoria e constatou-se que os mais de 300 alunos que já tinham concluído a 6ª classe ficaram sem estudar, por isso queremos ver esta situação resolvida”, disse a autoridade tradicional.
João Bondo disse que este problema prende-se com a falta de professores e recordou que na aldeia de Quimbungo, por exemplo, existe apenas uma escola com seis salas, devidamente apetrechada, mas que não funciona devido a essa situação. De acordo com o regedor do Dambi, a abertura do I ciclo não vai apenas servir as crianças e jovens residentes na localidade, mas também os alunos das localidades circunvizinhas. A regedoria do Dambi é composta por três aldeias, mas à sua volta existem outras do município do Negage.
O director da escola do ensino primário nº41 do Dambi, Luís Alberto, disse que a aldeia do Dabi dispõe de salas suficientes e devidamente equipadas para o funcionamento do referido nível de escolaridade. Na sede da regedoria existem 24 salas bem apetrechadas, dez das quais são frequentadas por alunos do ensino primário. O centro de saúde do Dambi encontra-se encerrado por falta de enfermeiros, enquanto o posto sanitário funciona com dificuldades. O regedor João Bondo lamentou  a situação, por prejudicar a população.
“Temos infra-estruturas adequadas para o funcionamento do centro de saúde, mas a nossa maior preocupação tem a ver com a falta de enfermeiros e de uma ambulância para transportar os doentes em estado grave”, sublinhou.

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