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Famílias chamadas a reforçar educação dos filhos

Lino Vieira e Nicodemos Paulo | Uíge

As famílias da província do Moxico foram chamadas a reforçar a responsabilidade na educação dos filhos e na promoção de acções para o desenvolvimento de atitudes e valores morais, sociais e culturais. A exortação foi feita ontem, no Luena, pela vice-governadora provincial para o sector Político e Social.

Vice-governadora provincial do Moxico diz ser importante colocar a família no centro das atenções e no quadro das políticas de valorização
Fotografia: Domingos Cadência | Edições Novembro

Adriana Cacuassa Bento falava durante a abertura do 20º conselho provincial da Família e Promoção da Mulher, que decorreu sob o lema “Promovamos os direitos e as responsabilidades das famílias para o desenvolvimento sustentável”.
A vice-governadora avançou que há uma necessidade premente de despertar-se a necessidade do engajamento das famílias no processo de implementação das acções, cultivar mudanças de atitudes e de comportamento, tendo em atenção a transmissão de valores culturais, éticos, sociais, espirituais e religiosos.
A responsável provincial considerou o processo de socialização de extrema relevância, porquanto determina a qualidade dos seres humanos e dos indivíduos que as famílias colocam à disposição da sociedade, alicerçados nos valores da angolanidade, no respeito e no  amor ao próximo.
Adriana Cacuassa Bento referiu que é importante colocar a família no centro das atenções, no quadro das políticas de valorização e de reforço das competências familiares.
A vice-governadora do Moxico para o sector Político e Social referiu ainda que a família é a primeira instituição onde começa o processo de desenvolvimento físico,    psicológico e social do indivíduo. Adriana Cacuassa Bento destacou que o valor universal da família reside no facto de ser ela o primeiro agente da socialização onde o ser humano aprende a assimilar as primeiras noções sobre género, língua, religião e bem-estar.
Por isso, a vice-governadora espera que os assuntos discutidos no encontro sirvam de base para se continuar a valorizar a família, promover os seus direitos e as responsabilidades como pressupostos para o desenvolvimento humano sustentável. “Vamos valorizar e proteger as famílias no sentido de restabelecer o seu papel na educação e desenvolver a personalidade para as novas gerações, realizando acções que conduzam à consolidação do amor, respeito e crescimento familiar”, disse.
Durante o encontro, os participantes discutiram problemas relacionados com o sistema de protecção social do Estado e seu alcance a famílias vulneráveis, a responsabilidade das famílias na protecção dos seus membros, incluindo na prevenção e combate à violência doméstica e sexual de menores, assim como o papel da família na prevenção de gravidez e casamento precoces.
Os membros do conselho discutiram igualmente questões sobre a dinâmica e a evolução das questões familiares no contexto da globalização, a massificação do registo de nascimento e o papel das famílias na mobilização dos seus membros em idade eleitoral.

Família no Uíge

No Uíge, a direcção da Família e Promoção da Mulher também realizou ontem o seu 20º conselho consultivo, para analisar os direitos e responsabilidades da família como pressuposto para o desenvolvimento sustentável das comunidades. O conselho reuniu representantes das principais organizações femininas da província, membros do governo, administradores municipais, autoridades tradicionais, religiosas, docentes universitários e especialistas de vários sectores.
O encontro esteve dividido em quatro painéis, em que foram abordados vários temas com destaque para o sistema de protecção do Estado e seu alcance a famílias vulneráveis, a penalização e despenalização do aborto à luz do novo projecto de Código Penal, a dinâmica e evolução das questões familiares no contexto da globalização, assim como a massificação do registo de nascimento.
A directora provincial da Família e Promoção da Mulher, Euládia Catenda, referiu que o conselho visa reforçar as capacidades das instituições e organizações vocacionadas na protecção da família, engajar as instituições públicas, igrejas e sociedade em geral, para a protecção dos direitos e das responsabilidades das famílias.
“Queremos aprofundar a reflexão em torno da família, analisando as políticas públicas de valorização familiar como pressupostos para o desenvolvimento humano e despertar a sociedade civil da necessidade de protecção e promoção da família”, disse a directora.
Euládia Catenda referiu que a família é um espaço de diálogo e de princípios edificantes onde se ensinam e aprendem os valores elementares da vida em comunidade, salientando que, na tradição africana, a família assume um papel preponderante, na medida em que assegura a educação na transmissão de hábitos e costumes, através dos anciãos, às novas gerações.
Por isso, a directora provincial defende ser as famílias o património maior da sociedade e a necessidade de estas serem protegidas de influências violentas e negativas.

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