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Fiéis da Igreja Universal doam sangue ao hospital

André Brandão | Ndalatando

Um grupo de 42 fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, em Ndalatando, província do Kwanza-Norte, doou sangue ao hospital provincial.

Um grupo de 42 fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus, em Ndalatando, província do Kwanza-Norte, doou sangue ao hospital provincial. A iniciativa visa minimizar as faltas que nos últimos tempos têm sido um dos maiores problemas desta unidade sanitária.
Segundo o chefe de secção da hemoterapia, Moisés Kussevi, os 42 doadores forneceram 400 mililitros de sangue cada, quantidade considerada como ínfima para responder à procura dos últimos dias.
 Moisés Kussevi considera que é difícil conseguir sangue no Hospital Provincial do Kwanza-Norte. Familiares de pacientes e técnicos daquela que é a maior unidade sanitária da província, não medem esforços para conseguir doadores de sangue para salvar vidas em perigo. O hospital dispunha de apenas cinco dadores permanentes afectos à Cruz Vermelha de Angola, para além de alguns membros das igrejas, que por razões desconhecidas desistiram de continuar com esta acção benévola para a sociedade.
O banco de sangue do hospital encontra-se cada vez mais desprovido do seu stock para atender a procura, uma situação tida como preocupante pelas autoridades sanitárias da província.
O director-geral do Hospital Provincial do Kwanza-Norte, Justino Tchequele, afirmou que a falta de dadores de sangue e a sua escassez nos serviços de Hemoterapia (Banco de Sangue), fazem com que muitas pessoas morram com problemas de falta de sangue.
O hospital, segundo Justino Tchequele,  tem feito grandes esforços para a obtenção de sangue, sensibilizando membros das igrejas, funcionários públicos, de empresas privadas e população em geral, através da emissora local da Rádio Nacional de Angola, mas pouco ou nada tem resultado.
“As mortes têm aumentado cada vez mais por causa da falta de sangue, sobretudo na pediatria, com mulheres grávidas com complicações durante o parto e acidentes de viação”, disse.
Referiu que a JMPLA está neste momento empenhada em criar uma associação de doadores permanentes para o hospital. O projecto denominado “Dar Sangue é Dar Vida” vai juntar 50 dadores de sangue.
Acrescentou que “a doação permanente e voluntária de sangue pode evitar a morte de mulheres grávidas, pessoas com ferimentos graves e de crianças, no hospital e nos centros de saúde da nossa província”.
 A secção de hemoterapia do hospital, actualmente modernizada, dispõe de equipamentos novos, o banco de sangue, com duas divisões, e equipamentos modernos. Tem capacidade para conservar 300 mililitros de sangue, (média necessária por cada mês), oscilante entre 50 a 60 litros.
Maria do Rosário, de 29 anos, residente no Cazengo, internada há uma semana na pediatria local com a filha de nove meses, pede apoio de doadores voluntários para a menina sobreviver.

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