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Fiscais ambientais melhoram conhecimentos

Lourenço Bule | Menongue

Um grupo de 40 fiscais ambientais, membros das Forças Armadas Angolanas (FAA) e da Polícia Nacional (PN) participam, desde sexta-feira, na cidade de Menongue, província do Cuando Cubango, no primeiro curso de capacitação integrada de combate aos crimes ambientais e os relacionados com a fauna e flora selvagem.

Para colmatar algumas insuficiências na protecção dos parques o Governo conta com a colaboração da Polícia Nacional e das Forças Armadas
Fotografia: Nicolau Vasco | Edições Novembro | Cuando Cubango

Na acção formativa participaram 30  fiscais nacionais da Quiçama (Luanda), Bicuar (Huíla), Yona (Namibe), Luengue-Luiana e Mavinga, no Cuando Cubango, cinco efectivos da Polícia Nacional e cinco membros das Forças Armadas Angolanas.
O curso, que tem a duração de 21 dias, está a decorrer na Escola Nacional do Ambiente “31 de Janeiro”, construída na comuna de Missombo, a 16 quilómetros da cidade de Menongue, e inaugurada em Junho do ano passado pela ministra do Ambiente, Fátima Jardim.
Durante a acção formativa, promovida pelo Ministério do Ambiente, os participantes serão capacitados em matérias ligadas à gestão integrada dos recursos naturais, caça furtiva, crimes ambientais, a fauna e a flora, temas que serão ministrados por dois formadores angolanos e dois de nacionalidade inglesa.
Ao discursar na abertura do seminário de capacitação, o vice-governador para o sector técnico e infra-estruturas, Gabriel Gastão, disse que os fiscais ambientais jogam um papel preponderante, na manutenção e protecção dos parques nacionais, bem como na educação das comunidades, para prevenir a destruição do meio ambiente.
No caso concreto da província do Cuando Cubango, onde estão localizados os parques nacionais de Luengue-Luiana e Mavinga, o número de fiscais é insuficiente para garantir a segurança contra os caçadores furtivos que continuam a destruir a fauna e a flora.
A julgar pelo valor inestimável que as florestas oferecem, acrescentou, o Governo angolano construiu na província do Cuando Cubango uma escola nacional de formação de fiscais ambientais, que tem como propósito a criação de especialistas para a protecção dos parques e espécies selvagens. Para colmatar algumas insuficiências na protecção dos parques, o Governo conta com a colaboração dos efectivos da Polícia Nacional e das Forças Armadas Angolanas, que são portadores de um vasto leque de técnicas, no sentido de protagonizarem um combate cerrado aos caçadores furtivos, que diariamente abatem elefantes, rinocerontes, entre outros animais, para fins comerciais.
 A caça furtiva não é só um problema específico do Cuando Cubango, mas sim do país inteiro, onde, além do abate indiscriminado de animais, “também nos debatemos com o problema das queimadas e do derrube anárquico de árvores, para a exploração de madeira e de carvão, males que têm contribuído para a desertificação crescente em várias zonas de Angola”.
No decorrer da acção formativa, os formandos vão ser capacitados com matérias relacionadas à sociologia animal e humana, para que possam ser activistas no seio das comunidades, sobre as consequências nefastas que a devastação do meio ambiente pode causar ao homem, concluiu.

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