Províncias

Focas causam prejuízos aos armadores de pesca

Carlos Paulino | Menongue

A implementação, com urgência, do plano de gestão sustentada para o abate de focas, que estão a causar sérios prejuízos aos armadores de pesca, foi uma das recomendações saídas do conselho de gestão integrada dos recursos biológicos e aquáticos, realizado em Menongue, província do Kuando Kubango, de 5 a 6 deste  mês.

 
A implementação, com urgência, do plano de gestão sustentada para o abate de focas, que estão a causar sérios prejuízos aos armadores de pesca, foi uma das recomendações saídas do conselho de gestão integrada dos recursos biológicos e aquáticos, realizado em Menongue, província do Kuando Kubango, de 5 a 6 deste  mês.
Os participantes recomendaram igualmente o aumento do número de cruzeiros científicos, para melhor avaliar o estado dos recursos pesqueiros.
Após análise exaustiva do cumprimento das medidas de gestão da pesca de 2009 e da avaliação do estado actual dos principais recursos pesqueiros, os participantes consideraram que, embora se notem melhorias nalguns recursos, como no caso das sardinelas e crustáceos, persistem as preocupações relativamente ao peixe carapau.
Apesar das medidas de gestão introduzidas desde 2004 para recursos, consideraram que não se registam melhorias na sua recuperação. “Há uma diminuição dos índices de biomassa do stock adulto e uma lenta reposição dos índices de recrutamento.
Tal situação deve-se fundamental ao esforço de pesca exercido e à mudança de comportamento da espécie, motivada por alterações climáticas e pela presença excessiva de focas no Sul de Angola, que se estima terem consumido, em 2009, cerca de 67 mil toneladas de pescado”, concluíram os participantes.
O reforço na intervenção da fiscalização, para garantia do cumprimento integral das medidas de gestão adoptadas, foi outra das recomendações do encontro.

Tempo

Multimédia