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Fortes chuvas causam vítimas mortais

Delfina Vitorino |Cuito e Venâncio Víctor | Malange

A chuva no Bié causou duas mortes, feriu14 pessoas, entre as quais 12 crianças de uma escola primária atingida por um raio, e destruiu dezenas de casas, afirmou, ao Jornal de Angola, o porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros.

Na cidade do Cuito as chuvas além de casas destruiram infra-estruturas de impacto social como estabelecimentos de ensino
Fotografia: Edson Fabrízio|Cuito

A chuva no Bié causou duas mortes, feriu14 pessoas, entre as quais 12 crianças de uma escola primária atingida por um raio, e destruiu dezenas de casas, afirmou, ao Jornal de Angola, o porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros.
Vasco Chioca disse que uma das mortes, ocorrida na aldeia de Mumbé, Chitembo, foi causada por um raio, que também feriu 12 alunos de uma escola que ficou destruída e que no município de Camacupa há a registar a destruição de 38 habitações e de três estabelecimentos de ensino.
A outra morte, um homem, de 26 anos, referiu Vasco Chioca, foi na cidade do Cuito e causada por uma descarga eléctrica, que também  feriu duas pessoas.
Também há a lamentar a morte de uma criança, de 12 meses, afogada numa bacia de água, no bairro do Tchissindo, Cuito,
O porta-voz dos bombeiros referiu a ocorrência de um incêndio na Empresa Nacional de Electricidade provocado por um curto-circuito, que afectou dois postos de transformação e deixou às escuras algumas artérias da cidade do Cuito.

Casas destruídas

Um total de 78 famílias dos municípios de Malange, Luquembo e Cangandala ficou ao relento, devido às fortes chuvas que se abateram, nos últimos dias, na província.
O porta-voz do Comando Provincial de Protecção Civil e Bombeiros, Miguel Bernardo António, que confirmou a informação ao Jornal de Angola, disse que, a nível da cidade de Malange, as chuvas destruíram 35 casas, nas localidades da Cazeta, Culamuxito e Quitubutico.
As chuvas, acrescentou, provocaram igualmente a destruição de dois estabelecimentos comerciais, um hospital sanatório, duas igrejas e uma escola, na sede municipal de Cangandala e na localidade do Culamuxito, arredores da cidade de Malange. Miguel António adiantou que a destruição de casas no Culamuxito e Cazeta é também uma das consequências do fenómeno de desarborização que atingiu as referidas localidades, dada a produção de carvão e o fabrico de madeiras. Grande parte dos eucaliptos foram destruídos durante a guerra, daí que a intensidade dos ventos tende a destruir quase tudo.
O porta-voz da Protecção Civil e Bombeiros desaconselhou a população a construir casas em áreas de risco para se evitarem prejuízos, principalmente na época chuvosa. Os sinistrados apelam às entidades competentes para que envidem esforços no sentido de disponibilizar meios que agilizem a sua reintegração.
Agostinho Fernando, 63 anos, uma das vítimas na localidade de Cazeta, refere que as chuvas causaram estragos enormes, como a destruição do tecto da residência e dos seus haveres. Por isso, aguarda a intervenção por parte das autoridades governamentais, principalmente no apoio com chapas de zinco, cobertores e colchões.

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