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Fórum no Sumbe sobre a formação

Manuel Tomás | Sumbe

O Instituto Nacional de Petróleos (INP) realiza amanhã, no Sumbe, a primeira conferência internacional sobre os desafios do futuro, anunciou o director da instituição, Domingos Francisco.

O Instituto Nacional de Petróleos (INP) realiza amanhã, no Sumbe, a primeira conferência internacional sobre os desafios do futuro, anunciou o director da instituição, Domingos Francisco.
Subordinada ao tema «O INP e os desafios do futuro», a conferência enquadra-se no processo de reestruturação em curso e na sequência da implementação do plano de actividades a desenvolver no período compreendido entre 2009/2012.
O fórum visa essencialmente a troca de experiências sobre a formação no sector petrolífero nos seus diversos níveis e a abordagem dos grandes desafios da actualidade, tanto no plano interno como na vertente internacional.
A conferência pretende igualmente proceder a um diagnóstico da situação do INP e debater as perspectivas da instituição, conhecer e analisar experiências de sucesso no domínio dos modelos da formação petrolífera a nível internacional.
Nesta vertente, segundo o director, será debatida a experiência do Instituto Nigeriano de Petróleos na formação de quadros, experiência de modelos de formação e de certificação internacional.
Consta igualmente do programa a obtenção de contribuições técnicas das empresas do sector petrolífero angolano para a melhoria da qualidade da formação ministrada pelo INP, bem como a realização de debates sobre a formação de técnicos dos petróleos de nível superior e a sua certificação internacional. A conferência contará com a participação de membros Governo, com destaque para o ministro dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos, embaixadores, um representante da SADC, presidentes dos conselhos de administração de empresas petrolíferas sedeadas no país, assim como parceiros internacionais que mantêm laços de cooperação com o INP, entre outras entidades.
O director do INP, Domingos Francisco, revelou que o instituto colocou, durante o ano passado, no mercado de emprego e no ramo da indústria petrolífera, 149 quadros especializados em técnicas de perfuração e produção petrolífera, geologia e minas e manutenção industrial.
Para este ano lectivo prevê-se enquadrar mais de 500 alunos no ensino médio, que vão frequentar as diversas especialidades existentes no instituto.
Desde a sua fundação, em 1981, até 2008, o INP formou cumulativamente 1.790 técnicos profissionais angolanos saídos das empresas petrolíferas e cerca de 1.111 técnicos médios, nas especialidades de geologia de prospecção, perfuração e produção, geologia e minas, mecânica e na tecnologia submarina.
A única instituição de formação na indústria petrolífera no país, entre 1981 e 2007, formou 120 estudantes dos países da SADC, sendo 54 da Tanzânia, 34 de Moçambique, dez de São Tomé e Príncipe, nove de Botswana, entre outros.
Situado 13 quilómetros a Norte da cidade do Sumbe, o INP está fundamentalmente vocacionado para a formação de técnicos nacionais e oriundo de alguns países da SADC, dotando-os de conhecimentos nas especialidades da indústria petrolífera, mineira e do desenvolvimento sustentado de Angola.
O surgimento do INP resultou da fusão do Instituto Médio de Petróleos e da Escola Central de Petróleos à luz do Decreto executivo conjunto 84/83, de 15 de Setembro, dos ministérios da Educação, da Energia e dos Petróleos. Além de outras atribuições, se ocupa da formação de técnicos médios e trabalhadores qualificados para o ramo petrolífero, visando a angolanização do Sector.
As aulas no INP são asseguradas por cerca de 60 docentes entre angolanos e expatriados repartidos nos níveis do ensino médio e na formação profissional.

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