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Fuga de professores primários ameaça o próximo ano lectivo

Adolfo Mundombe | Londuimbali

O administrador do Londuimbali disse, ao Jornal de Angola, estar preocupado com a “fuga de professores do ensino geral” que nas férias “procuraram melhores condições de trabalho” na cidade do Huambo e no Bailundo.

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Fotografia: Jornal de Angola

O administrador do Londuimbali disse, ao Jornal de Angola, estar preocupado com a “fuga de professores do ensino geral” que nas férias “procuraram melhores condições de trabalho” na cidade do Huambo e no Bailundo.
Evaristo Ulombe afirmou que se “as transferências forem caucionadas pelas instâncias superiores que velam pelo ensino na província”, o início das aulas em várias aldeias e ombalas pode estar comprometido.
O administrador referiu que dos 118 professores admitidos no ano passado, por concurso público, 11 foram trabalhar para a cidade do Huambo, Bailundo e Caála, evocando razões de ordem familiar. Face aos constantes pedidos de transferências, salientou, o município precisa de mais 40 professores, 30 dos quais para o I ciclo, No ano lectivo passado, disse, a nomeação atrasada de professores quase que perigava o curso normal das aulas no segundo semestre.
“Muitos dos que participam em concursos públicos do sector da Educação fazem-no apenas para adquirirem um número de agente e depois procuram outras oportunidades na cidade do Huambo ou fora da província”, garantiu.
Londuimbali tem 83 salas de construção definitiva, mas, frisou, necessita de mais 130, para responder às necessidades. O governo da província, referiu, perspectiva no Programa de Investimentos Públicos, deste ano, a construção de quatro escolas nas comunas da Galanga e Cumbila.
Por outro lado, as 220 famílias do Bailundo, cujas casas foram destruídas, no dia 6, pela chuva, receberam, do grupo técnico de coordenação e protecção civil do Huambo, chapas de zinco, alimentos, roupas e material escolar.
Na altura da entrega, a administradora municipal adjunta, Dolina Miguel, reafirmou o compromisso do governo provincial de continuar a trabalhar para melhoria das condições de vida das famílias.
 As chuvas, além das casas, danificaram duas escolas, um posto de saúde e o tecto de uma capela da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

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